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Temporal em Maringá causa estragos, suspende aulas e afeta saúde

Rajadas de vento ultrapassaram 96 km/h na madrugada e provocaram destruição em fábricas, quartel de bombeiros e dezenas de imóveis.

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Serviços de saúde e aulas sofrem alterações em Maringá após danos causados por temporal

O forte temporal que atingiu Maringá, localizada no Norte do Paraná, na madrugada de última segunda-feira (2), provocou impactos severos na rede de ensino e nos serviços públicos de saúde do município, após rajadas de vento intensas castigarem a região.

Ventos extremos e diagnóstico de supercélula

Dados divulgados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) indicam que o vento atingiu 81 km/h às 3h30. No entanto, registros mais severos apontaram marcas de 96,3 km/h no aeroporto local em três horários distintos: às 3h11, 3h14 e 3h17.

O Simepar apontou ainda que as primeiras análises indicam a ocorrência de uma supercélula na cidade, caracterizada como uma tempestade altamente organizada e rigorosa. “Esse sistema pode gerar ventos extremamente intensos e destrutivos, que se manifestam de forma linear (em linha reta) ou com giro”, diz a nota.

Prejuízos na rede de saúde e suspensão de aulas

Na manhã de terça-feira (3), 14 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) enfrentaram problemas de funcionamento decorrentes da falta de energia elétrica, interrupção no fornecimento de água ou falhas nas linhas telefônicas e de internet. Unidades como Requião, Piatã, São Silvestre e a unidade de Floriano ficaram totalmente sem luz, internet e telefone. Já na UBS Zona 06 houve falta de água, energia e conexão. Casos semelhantes afetaram o Hospital Municipal, Residência Terapêutica Girassol e postos como Vila Esperança, Sumaré, Iguatemi e Parigot de Souza, estes últimos com danos também nas coberturas.

O cenário também paralisou a educação. Escolas da rede municipal — entre elas Odete Alcântara Rosa, Pioneira Mariana Viana Dias, Dorncelina Folador, Ruy Alvino e Doutor Luiz Gabriel Guimarães Sampaio — suspenderam as atividades. A justificativa oficial da Prefeitura esclarece que “a suspensão das atividades é necessária para que sejam realizados os trabalhos de avaliação dos danos”. A Universidade Estadual de Maringá (UEM) seguiu o mesmo caminho e cancelou todas as aulas do câmpus sede no dia 3, além de suspender eventos e expedientes administrativos.

Destruição estrutural e balanço da prefeitura

No setor empresarial, o Parque das Indústrias foi um dos pontos mais castigados, com galpões de fábricas tendo suas estruturas completamente derrubadas pela força dos ventos.

O balanço atualizado pela administração municipal contabilizou 363 chamados para atendimento de quedas de árvores. Ao todo, 36 imóveis, seis carros e sete postes sofreram danos. O quartel do Corpo de Bombeiros também não resistiu à força do temporal: o telhado foi arrancado e a entrada de água comprometeu documentos arquivados, móveis e equipamentos eletrônicos.

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