O setor tecnológico global observa uma corrida intensa pelo desenvolvimento de máquinas autônomas, impulsionada pelos avanços recentes da inteligência artificial e pela queda nos custos de hardware. Estimativas do Morgan Stanley indicam que essa indústria tem potencial para alcançar impressionantes US$ 5 trilhões, o equivalente a cerca de R$ 27 trilhões, até o ano de 2050.
Parceria estratégica com a Fourier Diante desse cenário promissor, a dona do Facebook decidiu unir forças com a startup chinesa de robótica Fourier para criar sua própria tecnologia mecânica voltada ao cotidiano. A vice-presidente de produto para robótica da empresa, Li-Chen Miller, passou quase dois meses na fábrica da startup em Xangai acompanhando de perto o processo produtivo.
Conheça os detalhes técnicos do robô Max O protótipo inicial recebeu o nome interno de Max e foi construído em um período de aproximadamente três meses. Com 1,5 metro de altura e pesando cerca de 48 kg, o equipamento é equipado com o processador Jetson Thor, desenvolvido pela Nvidia. Além disso, o dispositivo conta com mãos de cinco dedos criadas especificamente para manusear itens delicados, alto-falantes embutidos e um visor frontal capaz de simular expressões faciais.
Planos futuros e foco em pesquisa A apresentação oficial ocorreu para colaboradores da gigante tecnológica durante um evento interno realizado no final de agosto. O projeto, contudo, ainda não tem foco comercial. “A Meta informou ao The Information que seu trabalho com a Fourier está voltado para pesquisa e experimentação internas e que não há planos para comercializar as unidades.”
Evolução para a versão Max 2 As equipes técnicas já iniciaram o desenvolvimento da segunda geração, batizada de Max 2, que trará melhorias estruturais significativas. Esta nova variação deve incorporar um tronco totalmente reformulado, sistema aprimorado de manipulação manual, além de projetores e sensores extras para garantir maior estabilidade ao subir e descer escadas.
A estratégia por trás da robótica A incursão nesse segmento reflete o desejo de transformar as inovações em inteligência artificial em ferramentas físicas para o cotidiano. A companhia planeja utilizar essas inovações como uma extensão do seu agente inteligente Muse, visando criar soluções eficientes para auxiliar em atividades caseiras no longo prazo.







