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Lua inaugura semana alinhada com Marte e Júpiter no céu

Satélite natural da Terra protagoniza conjunções astronômicas e promove ocultação de gigante gasoso em regiões específicas do planeta.

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Lua começa a semana próxima de dois planetas – causando o “eclipse” de um deles

Nesta segunda-feira (2), a Lua inicia sua jornada mensal de encontros com os planetas do Sistema Solar ao se posicionar próxima de Marte, pela manhã, e de Júpiter, durante a noite. O ponto alto para algumas regiões globais será a passagem do satélite exatamente na frente do gigante gasoso, criando um efeito visual semelhante a um “eclipse”.

Conjunções e o fenômeno da ocultação

O evento técnico que encobre um astro é conhecido como ocultação lunar, mas sua visibilidade é restrita a territórios específicos. No Brasil, os observadores não presenciarão a sobreposição exata dos corpos celestes, embora eles apareçam bem próximos no firmamento. Esse alinhamento aparente é chamado de conjunção astronômica, ocorrendo quando dois ou mais astros compartilham a mesma ascensão reta, coordenada equivalente à longitude terrestre.

Conforme o guia de observação InTheSky.org, a primeira conjunção acontece às 11h24, horário de Brasília, unindo Lua e Marte. Como o horário coincide com a claridade diurna, o evento não poderá ser visto a olho nu. Contudo, ambos já aparecerão bem próximos na madrugada, surgindo à 1h09 a uma altitude de 40° acima do horizonte nordeste, até sumirem com o amanhecer, pouco antes das 5h.

Onde a ocultação de Júpiter será visível

Mais tarde, às 20h09, o satélite natural alcança a conjunção com Júpiter. No território brasileiro, os astros estarão posicionados abaixo da linha do horizonte neste horário. Em contrapartida, outras localidades terrestres assistirão a uma ocultação lunar temporária, com a Lua bloqueando a visão do planeta gigante.

A madrugada permitirá acompanhar o acontecimento em nações insulares como Maldivas, Sri Lanka, Seychelles e Maurício, além da Ilha da Reunião, território francês localizado no oceano Índico. Por outro lado, partes do sul e do sudeste da Ásia e da Oceania enfrentarão a ocultação durante o dia, o que dificultará a visualização devido à forte claridade solar.

Brilho e magnitude dos astros

Durante o evento, a Lua apresentará magnitude de -11.8. Enquanto isso, Marte registrará 0.9 e Júpiter marcará -2.1, estando os três localizados na constelação de Leão. Vale destacar que, na astronomia, quanto mais brilhante um objeto aparenta ser, menor é sua magnitude — o Sol, por exemplo, alcança magnitude aparente de -27.

O cronograma mensal continuará nas próximas semanas, com a Lua cruzando o caminho de Vênus no dia 7 e de Saturno em 20. O ciclo se encerrará no dia 30, quando o satélite voltará a ficar próximo do Planeta Vermelho e de Júpiter. Essa série de encontros mensais acontece porque a órbita lunar ao redor da Terra ocorre praticamente no mesmo plano em que os planetas orbitam o Sol, conhecido como plano da eclíptica.

A origem do Planeta Vermelho

O marcante tom avermelhado de Marte sempre despertou curiosidade, gerando ligações históricas com divindades e batalhas. Na mitologia grega, Ares, o deus da guerra, era associado a essa coloração. Inclusive, a estrela mais brilhante da constelação de Escorpião recebeu o nome de Antares justamente por sua tonalidade similar à de Ares, significando “Anti-Ares”.

Posteriormente, com a expansão do domínio romano pela Europa, Ares foi rebatizado como Marte, batismo que também foi estendido ao planeta e permanece ativo até os dias atuais. A coloração vermelha marciana decorre de uma complexa combinação de fatores, envolvendo a composição da superfície, a atmosfera e eventos geológicos locais.

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