O mês de novembro reserva um verdadeiro espetáculo para os entusiastas da astronomia, marcando o encerramento do último período de Mercúrio retrógrado do ano, a ocorrência de uma Superlua, o ápice de uma chuva de meteoros e excelentes condições para observar Urano. Paralelamente, a exploração do cosmos alcança patamares impressionantes com espaçonaves desbravando novos limites.
Guia de observação celeste Para acompanhar todos os fenômenos com precisão, vale destacar que as datas e horários considerados têm como referência a cidade de Brasília (DF), podendo sofrer pequenas variações conforme a região. Aplicativos como Star Walk, Stellarium e SkySafari ajudam a localizar com exatidão os corpos celestes no firmamento.
Datas importantes do mês
Homenagens e trânsitos planetários
No dia 9 de novembro, o mundo celebra o aniversário de Carl Sagan, data dedicada a exaltar as contribuições inestimáveis do astrofísico e seu legado na divulgação da ciência. Pouco depois, em 13 de novembro, ocorre o fim do movimento retrógrado de Mercúrio. Como a órbita do planeta é curta, ele completa uma volta ao redor do Sol a cada 88 dias e acaba “ultrapassando” a Terra com frequência. Por causa desse ritmo, três ou quatro vezes por ano ele parece andar para trás no céu por cerca de três semanas.
Fenômenos noturnos e corpos celestes
Já no dia 18 de novembro, o céu noturno recebe o pico da chuva de meteoros Leônidas. Com a Lua 61% iluminada no início da noite, mas se pondo antes do horário de maior visibilidade, o evento poderá ser observado tanto no Hemisfério Sul quanto no Norte. No dia 25, Urano entra em oposição e atinge sua melhor janela de observação anual. Embora seja tecnicamente possível enxergá-lo a olho nu em céus livres de poluição luminosa, o uso de binóculos ou telescópios é essencial para a maioria dos observadores. Na mesma data, a Superlua do Castor ilumina a noite. O nome remete ao período em que os animais construíam barragens e armazenavam comida para o inverno, ou à época em que caçadores coletavam peles para o frio. Na ocasião, a Lua se torna cheia próxima ao perigeu, ponto da órbita mais próximo da Terra. Assim, o disco lunar parecerá ligeiramente maior e até 14% mais brilhante que uma lua cheia comum.
Marcos históricos na exploração espacial
Missões rumo a asteroides e Mercúrio
Fora da atmosfera, novembro também registra avanços vitais para a ciência espacial. A sonda Hera, da Agência Espacial Europeia (ESA), chega ao sistema binário de asteroides Didymos-Dimorphos para investigar os impactos da missão DART da NASA e aprimorar métodos de defesa planetária. No mesmo período, a missão BepiColombo, parceria entre a ESA e a JAXA, ingressa na órbita de Mercúrio para analisar a geologia e o campo magnético do planeta mais próximo do Sol.
A imensidão do cosmos e a Voyager 1
O ponto alto da engenharia humana ocorre por volta de 15 de novembro, quando a histórica sonda Voyager 1, lançada pela NASA em 1977 e ativa há quase cinco décadas, atingirá a marca impressionante de um dia-luz de distância da Terra. Localizada a 25,9 bilhões de quilômetros do nosso planeta, a espaçonave exigirá que a luz leve 24 horas inteiras para percorrer o trajeto até ela.








