Disponibilizado ao mercado em 30 de outubro de 2001, Invincible representou o décimo e derradeiro trabalho de estúdio de Michael Jackson, falecido em junho de 2009. O material chegou como sucessor de HIStory: Past, Present and Future, Book I, lançado em 1995, exigindo um longo período de elaboração e custos altíssimos.
A trajetória de produção e os temas das canções
O repertório conta com 16 faixas, incluindo conhecidas produções como “Cry”, “Butterflies” e “Unbreakable”. A tracklist transita por diferentes assuntos, abordando desde a infância do artista — período em que integrou o grupo familiar The Jackson 5 — até duras críticas direcionadas à imprensa. O single “You Rock My World”, dedicado aos seus filhos, garantiu uma indicação ao Grammy Awards de 2002 na categoria de Melhor Performance Vocal Pop Masculina.
Desempenho comercial e recepção da crítica
Logo após chegar às lojas, o disco atingiu a liderança imediata da parada Billboard 200 nos Estados Unidos, além de alcançar o topo em vários outros territórios globais. Embora tenha tido uma estreia comercial expressiva, a obra dividiu opiniões da crítica especializada: enquanto uma parcela o taxou de repetitivo, outra o avaliou como um retorno triunfal. O próprio cantor julgava o material como um dos seus melhores projetos, avaliando-o no mesmo patamar ou até superior a Thriller, lançado em 1982 e consagrado como o álbum mais vendido de todos os tempos.
O orçamento bilionário e a parceria com a Sony
As gravações tiveram início em 1997, mobilizando dezenas de músicos e produtores renomados. Com um custo estimado em US$ 30 milhões, o projeto entrou para a história como um dos mais caros já produzidos. Em entrevista à revista People, uma fonte disse que a Sony desembolsou ainda 25 milhões de dólares em publicidade.
Conflitos e acusações nos bastidores
Distribuído pela Epic Records, o disco marcou o início de um racha público entre o músico e a gravadora após a interrupção das campanhas promocionais cerca de doze meses depois da estreia.
Na época, uma fonte disse à People: “A Sony fez Michael ganhar uma quantia obscena de dinheiro. Ele é uma das pessoas mais talentosas que já pisaram neste planeta, mas agora está se comportando de forma queixosa e egocêntrica”.
Em contrapartida, o astro protestou publicamente contra a medida e apontou a companhia por suposta exploração de músicos afro-americanos. “elas [as gravadoras] roubam, trapaceiam, fazem tudo o que podem. Principalmente contra os artistas negros”. O cantor chegou a rotular o então presidente, Tommy Mottola, de “diabo”. Tanto a empresa quanto Mottola refutaram todas as acusações.
Como justificativa para o encerramento da divulgação, a companhia alegou que o artista se negou a realizar uma turnê voltada para o disco, o que teria prejudicado as vendas a longo prazo.








