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Lula planeja forte presença do Centrão e de mulheres no quarto mandato

Planalto exigirá aliança fiel dos partidos e estuda a criação de um ministério exclusivo para cuidar da segurança pública.

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Lula quer abrir mais espaço a mulheres e ao Centrão no 4º mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja reconfigurar a Esplanada dos Ministérios em seu futuro governo para ampliar a presença feminina e abrir espaço a legendas do Centrão, além de acomodar aliados que não conquistaram mandatos nas urnas.

Novas alianças e exigência de fidelidade

Apesar de conceder mais espaço a outras siglas, o Palácio do Planalto pretende cobrar lealdade estrita das agremiações que comporem a base. O Partido dos Trabalhadores poderá ceder espaço na máquina pública, mas continuará no comando de pastas vitais como a Fazenda e a Casa Civil.

As tratativas formais sobre a troca de ministros ainda não começaram, mas legendas aliadas já iniciam a disputa por postos-chave. Silvio Costa Filho, filiado ao Republicanos, surge como um dos nomes cotados para liderar a SRI. A manobra visa construir sustentação política sólida em um Congresso de perfil mais conservador previsto para 2027.

Cenário econômico e nomes cotados

A definição da equipe econômica desponta como uma das tarefas mais complexas da transição. Entre os cotados para o Ministério da Fazenda estão Rafael Fonteles, cujo nome agrada o mercado financeiro, e o vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB.

Na Esplanada, figuras de confiança histórica do presidente seguem cotadas para permanência, a exemplo de Celso Amorim na Assessoria Especial da República e Bruno Moretti no Planejamento. Outros aliados sem mandato nas eleições de 2026, como Gleisi Hoffmann, Marina Silva e Simone Tebet, também entram no radar para ocupar posições estratégicas na administração federal.

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