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Papa Leão 14 quebra tabu histórico e vota nas eleições dos Estados Unidos

Nascido em Chicago, o chefe da Igreja Católica utilizou o sistema de correio para participar do pleito norte-americano de 2026.

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Papa Leão 14 se torna 1º pontífice a votar em eleições dos EUA

O papa Leão 14 entrou para a história ao se tornar o primeiro pontífice a registrar seu voto em uma eleição dos Estados Unidos. Natural de Chicago, o líder católico participou do pleito de meio de mandato de 3 de novembro de 2026 enviando sua cédula por meio do sistema postal, conforme anúncio oficial divulgado pelo Vaticano em uma sexta-feira (30.out.2026).

Contexto democrático da Santa Sé De acordo com nota oficial emitida pela Santa Sé, o religioso exerceu plenamente sua prerrogativa de cidadão norte-americano. O comunicado também resgatou que o chefe de Estado do Vaticano já havia exercido o sufrágio anteriormente durante o período em que residiu no Peru, época em que também possuía habilitação eleitoral regular.

“O Santo Padre expressa sua convicção quanto ao direito e ao dever dos cidadãos de participarem dos processos democráticos”, declarou o Vaticano.

Impacto das eleições de meio de mandato O pleito norte-americano em questão é responsável por definir a totalidade das 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, além de disputas acirradas que envolvem 35 das 100 vagas disponíveis no Senado federal. A votação também abrange a escolha de novos governadores em 36 estados do país, contemplando ainda diversos postos de relevância na administração estadual e municipal.

Tensões diplomáticas e relação com Donald Trump A decisão do pontífice ocorre em meio a um cenário de divergências abertas com o presidente norte-americano Donald Trump, filiado ao Partido Republicano. No mês de abril de 2026, o chefe da Casa Branca fez ataques públicos ao líder católico.

O republicano também afirmou preferir Louis Prevost, irmão do papa, por seu alinhamento ao movimento Maga (Make America Great Again).

Enquanto o pontífice tem concentrado seus discursos na defesa dos direitos dos migrantes e na preservação do direito internacional, a diplomacia vaticana demonstrou apreensão frente a intervenções militares e diretrizes da política externa dos EUA voltadas a nações como Cuba, Venezuela, Irã e Groenlândia. Apesar do clima de atrito, o papa já sinalizou publicamente que não teme o mandatário americano.

Registro eleitoral e sigilo do voto Apesar da grande repercussão internacional gerada pelo fato, a administração da Santa Sé optou por não divulgar quais foram os candidatos escolhidos pelo líder religioso na cédula. Informações obtidas pela agência de notícias Reuters apontam que o pontífice mantém seu registro de eleitor ativo no estado de Illinois, cadastrado sob seu nome de batismo secular, Robert Francis Prevost.

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