Uma paciente de 60 anos que havia sumido de um centro médico na capital paranaense foi localizada a cerca de 11 quilômetros de distância após percorrer o trajeto de transporte coletivo. Roseli Mendes estava internada na unidade de saúde quando deixou o local com acessos venosos e a pulseira de identificação no braço.
O sumiço na unidade de saúde
O desaparecimento ocorreu na manhã de uma quarta-feira, período em que sua filha retornou ao quarto para entregar roupas e pertences e não a encontrou mais. A mulher fazia tratamento contra um câncer e havia passado por sessões de radioterapia dias antes, além de apresentar episódios de alucinações.
Colegas de quarto relataram que a paciente mencionou que iria embora antes de sumir. A família analisou as imagens das câmeras de segurança junto à administração, mas os registros não mostraram a saída dela.
“É muito estranho passar com acesso venoso e pulseiras no braço. Foram abertas as câmeras com um familiar junto, mas não mostrou nada em nenhum momento”, contou Camila.
Buscas e localização em terminal metropolitano
Diante da ausência, parentes realizaram buscas em delegacias e no Instituto Médico-Legal. O caso teve uma reviravolta à noite, quando a idosa foi identificada em um terminal de transporte em Pinhais, na Região Metropolitana, após uma moradora assistir à cobertura jornalística do caso.
Patrícia de Goes estava em um coletivo rumo ao emprego quando notou a passageira e, auxiliada por uma colega que havia visto a imagem na televisão, confirmou a identidade. O motorista do veículo também estranhou a situação, pois aquela era a segunda volta que a idosa dava na mesma linha.
“Ela queria ir para casa da filha. Ela falava: ‘É aqui o ônibus que eu vou para casa da minha filha? Eu vou ficar aqui sentadinha e vocês falam para eu descer […] Eu estou grata porque ela está bem hoje. Eu fiquei preocupada. Vai saber o que ia acontecer com essa senhora”, disse Patrícia.
Retorno ao hospital e investigações
Após ser resgatada com o apoio policial, a paciente retornou para a unidade hospitalar, onde segue sob monitoramento e cuidados médicos para avaliação do quadro clínico.
“Foi um desespero, muito angustiante. Eu fiquei o tempo todo aqui no hospital esperando notícias. Ela ainda está meio perdida, viveu um momento estranho, mas está desorientada e cansada. Vão fazer exames para ver”, relatou.
Em nota oficial, a administração do complexo hospitalar celebrou o desfecho e destacou que apura o ocorrido em colaboração com as autoridades policiais.
“A ISCMC e a Santa Casa de Curitiba ficaram felizes com o desfecho positivo do reencontro da paciente. Desde os primeiros momentos de ontem, não deixaram de se esmerar na busca, no fornecimento de amparo aos familiares, na análise da situação e na prestação de informações aos envolvidos e, principalmente, às autoridades. Hoje, 29/10/2026, a paciente encontra-se em segurança na instituição, recebendo atendimento médico e sendo monitorada. Continuamos com os procedimentos de verificação e apuração no hospital, em conjunto com as autoridades”.








