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Curitiba sedia estreia de 45 peças inéditas para piano no festival ouvir estrelas

O Coletivo PianoVero apresenta um repertório inspirado no imaginário celeste com seis pianistas na Capela Santa Maria.

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Concerto “Ouvir Estrelas” traz a Curitiba 45 peças de piano inéditas

A Capela Santa Maria, situada em Curitiba, será o cenário para a apresentação de 45 composições inéditas voltadas ao piano contemporâneo. O evento ocorre nos dias 3, 4 e 5 de novembro, sempre a partir das 20h, sob o comando do Coletivo PianoVero. Os ingressos já se encontram à venda na plataforma digital Compre no Zet.

O conceito celeste e a música

A iniciativa atual dá seguimento ao ciclo Zodíaco, promovido pela mesma formação entre 2024 e 2025. Conforme explica a diretora musical Vera Di Domênico, a nova empreitada expande a pesquisa para abranger múltiplas civilizações e formas de enxergar o firmamento.

“O projeto nasceu como continuidade do Zodíaco, mas agora ampliamos esse olhar para diferentes versões e culturas que encontram nas estrelas e nas constelações uma fonte de inspiração. São obras escritas especialmente para o Coletivo PianoVero, trazendo para o piano essa ideia de infinito e de imponderável. ”

Inovações sonoras e técnicas

Entre os destaques da programação estão as estreias de Grace Torres e Lilian Nakahodo como autoras de trilhas para o grupo. Ambas assinam três faixas que incorporam recursos estendidos ao instrumento clássico. Segundo Grace Torres, o laboratório criativo buscou novas sonoridades:

“Compor para o PIANOVERO, ao lado da Lilian, nos permite experimentar o piano de uma maneira muito ampla. Nas três peças, usamos técnicas estendidas para buscar sons, texturas e gestos que não aparecem quando pensamos apenas na forma tradicional de tocar o instrumento. Essa pesquisa também dialoga com o universo das estrelas, nosso tema de inspiração, que é cheio de mistério, movimento e possibilidades. ”

Processo coletivo e ensaios

O público terá contato com o resultado de uma criação compartilhada entre seis instrumentistas, que inclui também Indioney Rodrigues, Alberto Heller e Ricardo Ferrari. Para o codiretor musical Jeferson Ulbrich, a dinâmica de ensaios reflete o dinamismo do cosmos.

“Neste projeto, o público não vai apenas ouvir obras novas. Vai perceber o resultado de um processo coletivo. Essa troca entre os compositores é fundamental para que as peças encontrem sua forma de chegar ao palco. ”

Ele complementa sobre a metáfora astronômica adotada pelo grupo:

“As estrelas e os astros nos mostram que a vida está sempre em movimento. No trabalho musical acontece algo semelhante: cada ensaio transforma a maneira como ouvimos e interpretamos uma obra. É esse movimento de criação que queremos compartilhar com o público. ”

A diretora artística reforça o convite para a plateia vivenciar a imersão sensorial proposta pelo espetáculo:

“O público pode esperar uma experiência muito sutil e delicada, mas ao mesmo tempo muito ampla. São diferentes maneiras de imaginar o céu traduzidas para o piano. Queremos que as pessoas percebam sons, silêncios, brilhos e atmosferas e que, de alguma forma, possam também olhar para essa imensidão cima e ouvir o que não se traduz em palavras. ”

Valorização da cultura local

A montagem reforça o fomento à produção artística paranaense por meio de canções sob medida para o evento. O encerramento do ciclo de reflexões artísticas resume a essência do espetáculo:

“As estrelas nos colocam diante da dimensão do universo e nos fazem perceber, ao mesmo tempo, a nossa pequenez e a nossa capacidade de criar. O que queremos compartilhar é justamente esse convite para olhar, ouvir e perceber aquilo que está além da manifestação imediata”

A execução conta com patrocínio via incentivos da Prefeitura Municipal de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba, além do apoio do Colégio Positivo.

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