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Dívida pública federal sobe 0,97% em setembro e chega a R$ 9,4 trilhões

O acréscimo foi impulsionado principalmente pela incorporação de R$ 89,29 bilhões em juros ao longo do mês passado.

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Dívida Pública sobe 0,97% em setembro e encosta em R$ 9,4 trilhões

A Dívida Pública Federal (DPF) apresentou alta de 0,97% em setembro, passando de R$ 9,293 trilhões em agosto para R$ 9,383 trilhões no mês passado. O movimento foi impulsionado diretamente pela incidência de juros, conforme os dados divulgados pelo Tesouro Nacional.

Impacto dos juros e emissão de títulos

O volume do endividamento foi pressionado pela apropriação de R$ 89,29 bilhões em juros, mecanismo pelo qual o governo reconhece mensalmente a correção que incide sobre os papéis. No mesmo período, o Tesouro emitiu R$ 3,78 bilhões em títulos a mais do que resgatou, um patamar considerado baixo para os padrões históricos.

As emissões brutas da Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi) alcançaram R$ 189,44 bilhões, enquanto os resgates totalizaram R$ 185,66 bilhões. Essa dinâmica ocorreu principalmente devido ao forte volume de vencimentos de ativos atrelados à Taxa Selic.

Comportamento da dívida externa e reserva financeira

Em contrapartida, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) registrou queda de 0,82%, indo de R$ 348,26 bilhões para R$ 345,41 bilhões. O recuo decorreu da estabilidade do dólar e do pagamento corrente de aproximadamente R$ 3 bilhões.

O chamado “colchão” da dívida pública, que funciona como uma reserva financeira para momentos de instabilidade ou grande concentração de vencimentos, subiu de R$ 1,208 trilhão para R$ 1,273 trilhão, sendo suficiente para cobrir 7,71 meses de vencimentos.

Prazo médio e perfil dos investidores

O prazo médio da DPF permaneceu estável em 4,1 anos, indicando o tempo necessário para o governo refinanciar seus compromissos. Já a fatia dos investidores estrangeiros na dívida interna recuou de 9,91% em agosto para 9,58% em setembro, em meio ao aumento da tensão no mercado internacional.

Apesar da alta registrada no período, o patamar atual permanece abaixo das previsões do Plano Anual de Financiamento (PAF), que projeta o encerramento do ano entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões para o estoque total da dívida.

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