O Sistema Interligado Nacional continuará sem cobranças adicionais nas faturas de eletricidade durante o penúltimo mês do ano, conforme anúncio divulgado nesta sexta-feira (30) pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Esta é a segunda vez consecutiva que os consumidores brasileiros ficam livres de taxas extras, sustentados por cenários de geração favoráveis.
Motivos para a manutenção da bandeira verde
A predominância da cor verde teve início em outubro, substituindo o período de cinco meses em que vigorou a bandeira amarela, que adicionava R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
“O aumento de chuvas nas regiões onde estão localização as principais usinas hidrelétricas traz equilíbrio nos reservatórios. Nesse cenário, não haverá necessidade de maior acionamento de termelétricas, cujo custo é mais elevado”, esclareceu a agência reguladora.
Como funciona o sistema de tarifas
Estabelecido em 2015 pelo órgão regulador, o mecanismo das bandeiras tarifárias serve para demonstrar a variação nos custos de produção de eletricidade no país, impactando residências, indústrias e comércios.
As tonalidades variam conforme a projeção mensal de gastos para produzir energia. Enquanto a modalidade verde zera qualquer cobrança extra, as opções amarela e vermelha elevam o valor final da fatura a cada 100 quilowatts-hora (kWh) utilizados.
Valores das bandeiras tarifárias
As taxas aplicadas aos consumidores variam de acordo com o nível de dificuldade na produção energética:
- Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,88 por 100 kWh para cenários menos favoráveis;
- Bandeira vermelha (Patamar 1): acréscimo de R$ 4,46 por 100 kWh em períodos mais onerosos;
- Bandeira vermelha (Patamar 2): acréscimo de R$ 7,87 por 100 kWh sob condições de produção extremamente custosas.
Com o volume atual de precipitações e o nível satisfatório dos lagos das hidrelétricas, o setor elétrico brasileiro atravessa um momento de estabilidade que beneficia diretamente o orçamento das famílias.








