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Campanhas nos EUA usam inteligência artificial para influenciar ChatGPT

Estratégias de otimização para ferramentas como Gemini e Claude já movimentam o cenário eleitoral norte-americano.

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ChatGPT e Gemini entram na estratégia de campanhas políticas dos EUA

Candidatos políticos nos Estados Unidos estão tentando influenciar o que chatbots como ChatGPT, Claude e Gemini dizem sobre eles, buscando garantir que as ferramentas recomendem determinados nomes aos eleitores durante as consultas por informações eleitorais.

A nova estratégia das campanhas

Documentos recentes revelam que a iniciativa aposta na publicação massiva de conteúdos na internet e no monitoramento constante das respostas fornecidas pelas IAs, que passaram a ser consultadas por uma fatia significativa da população na hora de decidir o voto.

Essa prática é impulsionada pela mudança nos hábitos do eleitorado, visto que cerca de 25% dos eleitores elegíveis já utilizaram assistentes virtuais para tirar dúvidas sobre candidatos e propostas políticas antes de definir suas escolhas nas urnas.

O caso de Massachusetts

Uma apresentação elaborada para Mike Minogue, candidato republicano ao governo de Massachusetts, detalhou planos da consultoria Visigent para ampliar sua presença digital através de uma técnica conhecida como GEO, sigla em inglês para otimização para mecanismos generativos.

O plano envolveu a criação de centenas de páginas sobre as propostas do político, inserção de referências em sites populares entre as IAs e produção de material direcionado para o YouTube e o Reddit, permitindo ajustes rápidos baseados no comportamento dos chatbots.

“Se você não divulgar as informações certas, quem sabe o que os mecanismos de IA vão encontrar?”, afirmou Thomas Howell, CEO da Visigent, à Reuters.

Riscos e custos do monitoramento

Especialistas alertam para os perigos dessa prática, destacando que os sistemas frequentemente apresentam dados incorretos com grande firmeza, o que exige cautela contra a disseminação de conteúdos falsos ou não verificados na rede.

“Os chatbots falam com muita autoridade e podem consumir grandes quantidades de informações não verificadas, por isso precisamos nos proteger contra a desinformação”, afirmou à Reuters.

Por outro lado, algumas análises indicam que os modelos demonstram certa eficácia em filtrar dados confiáveis, enquanto os custos para aplicar essas táticas variam desde softwares básicos de monitoramento por US$ 134 mensais até consultorias completas que chegam a custar US$ 50 mil por mês.

Com o avanço dessas ferramentas, a tendência é que a manipulação e o treinamento direto de assistentes virtuais se tornem práticas comuns na disputa política dos próximos anos.

“As campanhas que usam treinamento para influenciar a IA são uma realidade que enfrentamos e isso será onipresente no ciclo eleitoral de 2028”, afirmou.

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