Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara Gomes Machado — criança de 5 anos que perdeu a vida em uma ação policial na capital fluminense no ano de 2021 —, direcionou duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro por suposta ausência de sensibilidade logo após o debate presidencial.
Confusão de nomes e contestação de tiros
Durante o evento político, o parlamentar trocou o nome da genitora com o da vítima fatal e saiu em defesa do policial militar réu pelo homicídio, sustentando a tese de que houve tiroteio no local. Diante disso, Cristiane repudiou tal narrativa e lembrou que a perícia técnica conduzida pela Polícia Civil afastou qualquer hipótese de confronto armado na ocasião.
Atrasos na Justiça e nova data
A mãe da vítima também expressou insatisfação com a postura do político ao longo do trâmite judicial. Ela destacou que o julgamento popular, que sofreu dois adiamentos previstos para 2026, teve sua realização postergada para o dia 5 de maio de 2027.
O episódio gerou forte repercussão entre familiares e defensores dos direitos humanos, que continuam cobrando celeridade e responsabilização rigorosa dos envolvidos na morte da menina durante a operação policial no Rio de Janeiro.







