As campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para 2026 registraram somas milionárias em recursos financeiros, conforme dados extraídos do sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Financiamento partidário e doações
O candidato petista contabilizou R$ 127,2 milhões, enquanto o representante liberal acumulou R$ 105,8 milhões. Os montantes englobam doações individuais, além de repasses do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário.
No recorte temporal, Flávio Bolsonaro obteve R$ 68,7 milhões até o primeiro turno (4 de outubro) e somou mais R$ 37,1 milhões após essa data. Por sua vez, Lula arrecadou R$ 87,6 milhões na etapa inicial e outros R$ 39,6 milhões no período posterior.
Origem dos recursos das campanhas
O principal suporte financeiro provém das próprias legendas políticas. O PT repassou R$ 124,1 milhões ao atual presidente, sendo a maior parte (R$ 123,8 milhões) oriunda do Fundo Eleitoral, complementada por R$ 341,8 mil do Fundo Partidário.
Já o PL destinou R$ 68,1 milhões ao candidato fluminense, divididos em R$ 47 milhões do Fundo Eleitoral, R$ 13,7 milhões do Fundo Partidário e R$ 7,4 milhões em contribuições direcionadas à campanha.
Apoiadores e setor do agronegócio
A candidatura de Lula também dispõe de financiamento coletivo, que atingiu R$ 1,1 milhão, e de apoiadores estratégicos, a exemplo de Erasmo Carlos Battistella, CEO da Be8, empresa voltada ao segmento de biodiesel.
Do lado do PL, entre os dez principais doadores individuais, quatro possuem vínculos diretos com o agronegócio. O empresário Eloi Vitorio Marchett, atuante na pecuária bovina e no cultivo de soja, destaca-se como o maior doador, com duas transferências de R$ 1 milhão cada.
Regras e limites de gastos do TSE
As estatísticas oficiais do TSE passam por atualizações a cada hora, e a legislação determina que o recebimento de verbas seja comunicado à Justiça Eleitoral no prazo máximo de 72 horas. O financiamento eleitoral brasileiro apoia-se primariamente em verbas públicas, embora a lei preveja contribuições de pessoas físicas, patrimônio próprio dos políticos, repasses partidários e eventos de arrecadação.
Em 2026, o Fundo Eleitoral distribuiu um total de R$ 4,9 bilhões entre os 30 partidos políticos, mantendo o patamar financeiro de 2022. O PL recebeu a maior fatia, com R$ 881,7 milhões, seguido pelo PT, que ficou com R$ 615 milhões.
Ademais, o TSE ratificou os tetos de despesas para o pleito, atendendo a demandas das direções partidárias. Os limites máximos de gastos permitidos para cada candidato à presidência ficaram estabelecidos em R$ 88.944.030,80 para o primeiro turno e R$ 44.472.015,40 em um eventual segundo turno.







