Um antigo colaborador de Eminem admitiu perante a Justiça a culpa por comercializar faixas inéditas do renomado músico de rap sem autorização prévia.
Investigação e envolvimento do FBI O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que Joseph Strange, de 48 anos, formalizou a confissão de violação criminal de direitos autorais no Distrito Leste de Michigan. O réu prestou serviços para o artista em Detroit entre os anos de 2007 e 2021, sendo detido há um ano e meio.
A investigação policial teve início quando o próprio cantor descobriu, no início de 2025, que suas produções reservadas circulavam na internet e eram comercializadas comercialmente. O caso foi repassado ao FBI, cujos agentes rastrearam compradores que apontaram Strange como o responsável pelas vendas ilegais.
Prejuízo financeiro e posicionamento oficial O valor das faixas não lançadas foi estimado pelas autoridades federais em US$ 750.000, acumulando mais de oito milhões de reproduções. Inicialmente, o ex-colaborador enfrentava acusações tanto por infração de direitos quanto por transporte interestadual de itens furtados, mas acabou responsabilizado apenas pelo primeiro crime.
“Joseph Strange abusou de uma posição de confiança para copiar e vender ilegalmente músicas inéditas pertencentes a Eminem, lucrando com obras que ainda não estavam autorizadas para distribuição pública”, disse o Procurador-Geral Adjunto A. Tysen Duva, da Divisão Criminal do Departamento de Justiça, em um comunicado. “Sua conduta prejudicou tanto os direitos legais quanto os artísticos. A Divisão Criminal permanece comprometida em proteger a propriedade intelectual, responsabilizar aqueles que buscam lucrar com o roubo de conteúdo criativo e trabalhar com nossos parceiros da lei para impedir e interromper esses crimes.”
Consequências judiciais A leitura da sentença está marcada para o dia 27 de janeiro, e o acusado pode cumprir pena máxima de cinco anos em reclusão federal.
“A declaração de culpa de hoje reforça um princípio simples: a responsabilidade recai sobre aqueles que comprometem a integridade do trabalho criativo de outra pessoa”, disse a agente especial encarregada Jennifer Runyan, do escritório do FBI em Detroit, em um comunicado. “Também agradecemos a cooperação do Mathers Music Studio ao longo da investigação. Proteger a propriedade intelectual significa proteger o tempo, o talento e o sustento por trás dela, e continuaremos a tratar essas violações com a seriedade que merecem.”
Até o momento, a equipe de comunicação do rapper não se pronunciou sobre o desfecho judicial do caso.







