Oficializada no posto de rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense, Paolla Oliveira pôs fim às especulações de que teria rejeitado um chamado para reassumir o trono na Acadêmicos do Grande Rio após a saída repentina de Virginia Fonseca. A atriz explicou que o processo para defender uma nova agremiação já estava em andamento quando o posto na antiga escola ficou vago.
Decisões tomadas e respeito ao espaço alheio
De acordo com a artista, não houve espaço para um eventual retorno à escola de Duque de Caxias, visto que o planejamento para os próximos desfiles já caminhava sob outro cenário.
“A Grande Rio estava com uma rainha confirmada desde o desfile oficial para o outro ano. Inclusive, na semana em que eles ficaram sem rainha, que o posto ficou vazio, ela (Virginia) tinha sido confirmada novamente”, afirmou Paolla.
A atriz ressaltou que deixar a agremiação foi uma determinação consciente e madura, descartando qualquer tentativa de retomar uma vaga que ela própria havia aberto mão.
“As decisões já estavam sendo tomadas. Então não houve recusa, entende? Porque eu não tive essa possibilidade. É óbvio, as decisões são difíceis. É muito bom a gente falar de liberdade de escolha, mas na hora que a gente tem uma decisão a tomar é difícil ter coragem para fazer e encará-la na frente dos outros”, refletiu.
“Eu tomei a decisão, pensei na Grande Rio, óbvio que pensei, mas a gente não pode cobiçar um posto que eu mesma deixei, você entende? Eu mesma deixei por motivos pessoais importantes para mim. Foi uma escolha que eu tive que fazer e tudo bem, tudo tranquilo”, disse.
Nova fase na Imperatriz Leopoldinense
Diante do rumo que as negociações tomaram, a atriz optou por abraçar o projeto na escola de Ramos, enfatizando a recepção calorosa que encontrou em sua nova casa no Carnaval carioca.
“Entrou uma outra pessoa (Virginia) e quando eu tive essa possibilidade de estar com eles, eu pensei: ‘Mas eles estão bem’. Não tinha posto pra mim. E eu vim pra cá (para a Imperatriz), com todo o orgulho, carinho e respeito”, declarou.
Conversas de bastidores com Virginia Fonseca
Paolla também detalhou a troca de mensagens que teve com Virginia Fonseca, pontuando que chegou a encorajar a influenciadora a permanecer à frente da bateria tricolor, apesar do impacto da rotina carnavalesca.
“Não foi um pedido. A gente conversou, sim, trocamos mensagens, foi bem tranquilo. A gente trocou, inclusive, sobre esse desafio do Carnaval, que é gigante, toma espaço na nossa vida. Ela chegou a comentar que não sabia se ia ter disponibilidade, mas eu não sabia que era para agora. Inclusive, eu incentivei, falei: ‘O primeiro ano é difícil, mas segue. Segue, você vai gostar. O segundo ano vai ser melhor, vai ser mais divertido, mais leve’”, relatou ela.
A atriz pontuou que o desligamento de Virginia a pegou desprevenida, gerando interpretações equivocadas sobre um possível retorno.
“Eu soube da notícia dela, assim como vocês, e também fiquei surpresa, porque ela mudou muito as coisas. E aí deu a entender que a Grande Rio era uma opção [pra mim], enfim”, concluiu.
Histórico de sucesso na Sapucaí
Meses antes, o presidente de honra da escola de Caxias, Jayder Soares, chegou a comentar o carinho mantido com a artista e as sondagens feitas para sua volta. “Fizemos o convite e o cargo está sempre à disposição dela. Mas, por agora, ela tem outros planos”, explicou na ocasião.
Paolla Oliveira construiu uma relação duradoura com a agremiação tricolor. Sua estreia à frente dos ritmistas aconteceu no biênio 2009-2010. Após um hiato, ela regressou triunfalmente em 2020, onde permaneceu até 2025, tornando-se uma das presenças mais marcantes do Carnaval do Rio de Janeiro.







