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Livro expõe por que Marília Mendonça escondeu músicas inéditas

Publicação detalha como a Rainha da Sofrência mudou a estratégia de lançamento para se proteger de boatos

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Marília Mendonça: livro revela por que artista passou a ‘esconder’ canções que escrevia nos últimos anos de carreira Marília Mendonça escondia composições inéditas para evitar especulações sobre sua vida, revela livro (Foto: Flaney)

A cantora Marília Mendonça optou por reduzir drasticamente a divulgação de suas próprias composições nos últimos anos de trajetória para se distanciar de boatos e especulações envolvendo sua intimidade. A revelação faz parte da obra literária “O Rastro da Rainha: Para Entender o Fenômeno Marília Mendonça”, assinada pela jornalista Carol Prado, que investiga os bastidores e a ascensão da artista goiana.

Mudança estratégica na carreira De acordo com o material biográfico, a guinada começou logo após a divulgação do DVD “Realidade”, gravado em 2017. A partir daquele momento, a Rainha da Sofrência passou a adotar uma postura de maior cautela com o próprio repertório, o que ficou evidente no ambicioso projeto “Todos os Cantos”, cujos registros não continham nenhuma faixa assinada por ela.

O impacto da faixa “Amante Não Tem Lar” A decisão de adotar obras de terceiros foi motivada pelo desgaste gerado por canções de forte apelo popular que acabavam gerando teorias na internet sobre sua vida amorosa.

“Marília parou de lançar músicas próprias para se defender das fofocas. Temia que uma nova letra de sua autoria, ainda que inspirada na ficção ou no relato de terceiros, fosse interpretada pelo público como um diário de vivências pessoais. Isso inflamaria especulações sobre sua vida privada, como já havia acontecido quando lançou ‘Amante Não Tem Lar’. Para evitar o desgaste das polêmicas, optou por terceirizar o discurso do repertório, priorizando obras de outros compositores”, conta a publicação.

O acervo guardado no celular Mesmo adotando a cautela de não expor suas criações ao grande público, a compositora continuou escrevendo em segredo e armazenando o material digitalmente em seu aparelho telefônico pessoal.

“Embora seu celular continuasse abastecido com uma ou outra criação nova, a artista preferia mantê-las arquivadas a ter que lidar com a teorização dos fãs. Para ela, manifestar-se por meio de entrevistas era um risco controlável; expor-se através das músicas, por outro lado, poderia disparar interpretações equivocadas”, revela.

Detalhes da obra e homenagens O livro reconstrói a trajetória da cantora sertaneja por meio de dez faixas marcantes, cobrindo o período desde “Minha Herança”, escrita aos 12 anos, até “Tudo Vai Ficar Bem”, lançada de forma póstuma. O projeto literário chega ao mercado após a trágica morte da artista em um acidente aéreo em novembro de 2021, aos 26 anos, que também vitimou outras quatro pessoas em Minas Gerais.

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