A quarta-feira (14) foi marcada por intensa movimentação dos presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na busca por votos decisivos para o segundo turno da disputa ao Palácio do Planalto.
Carta aberta e aceno aos evangélicos
O candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva direcionou esforços para o eleitorado religioso ao receber e divulgar um manifesto produzido pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito. No documento entregue nesta quarta-feira, o petista afirma que administrou a nação em três mandatos “com a proteção divina, orientado por um propósito e missão”.
O texto também traz alfinetadas aos opositores políticos e exalta a defesa da instituição familiar. “Guiado por Ele estou aqui, mais uma vez, fazendo a defesa das famílias brasileiras com ações concretas, como tenho feito ao longo de toda a minha jornada política, e não com discursos vazios, como muitos outros fazem”.
A administração federal associou sua imagem a medidas voltadas para a proteção social e o bem-estar familiar, mencionando o banimento das apostas virtuais (bets), o avanço de uma nova jornada de trabalho no Senado e políticas rigorosas contra a violência doméstica.
“Jamais poderão nos acusar de estarmos comprometidos com políticas que destroem vidas, que fecham templos ou que não demonstrem respeito, como Jesus nos ensinus, que devemos amar a todas as pessoas”, complementou o mandatário, que concluiu o apelo pedindo “que o povo evangélico peça discernimento a Deus ao fazer a escolha nesta eleição”.
O histórico de administrações petistas inclui a sanção de marcos comemorativos do segmento cristão, a exemplo do Dia Nacional do Evangélico, da Marcha para Jesus, além de homenagens a pastores e datas voltadas ao combate à intolerância religiosa e proclamação evangélica.
Mais tarde, o chefe do Executivo acompanhou de sua residência o trâmite legislativo da PEC que extingue o modelo laboral de seis dias de labor por um de descanso, bandeira defendida por sua base há vários meses.
Agenda de Flávio Bolsonaro no Rio Grande do Sul
Do outro lado da disputa, o candidato liberal Flávio Bolsonaro iniciou a jornada pública confirmando sua presença no debate presidencial programado para o próximo domingo (18) na TV Bandeirantes, após um período de indefinições públicas sobre o comparecimento.
“É claro que eu vou ao debate, eu só queria que você confirmasse”.
A rota de campanha do postulante do PL teve como destino a capital gaúcha, Porto Alegre, onde realizou atos públicos com eleitores na região central. Durante o comício, o político prometeu priorizar frentes educacionais e endurecer o enfrentamento à criminalidade.
“A partir de janeiro do ano que vem, eu vou declarar guerra aos traficantes de drogas desse país. Eles vão ser classificados como narcoterroristas”, declarou. “Eu vou brigar por vocês, cidadãos ordeiros”, concluiu.
Promessas de reconstrução e polêmica sobre repasses
Em visita ao bairro Sarandi, localizado na zona norte porto-alegrense, o representante do PL assumiu o compromisso de tocar projetos de infraestrutura para reerguer áreas severamente castigadas pelas enchentes históricas registradas no ano de 2024.
O candidato assegurou que terá a companhia de seu pai, Jair Bolsonaro — atualmente cumprindo prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado —, caso vença o pleito presidencial.
“Eu vim me comprometer. Eu volto aqui como presidente da República junto com o presidente Bolsonaro para dar um abraço em vocês e inaugurar essas obras de recuperação do Sarandi”.
Durante a passagem pela zona afetada, o postulante argumentou que o local foi “abandonado” pela gestão federal central. Em contrapartida, dados oficiais consolidados no início de 2025 apontam repasses federais que somam R$ 111,6 bilhões em investimentos direcionados estritamente à recuperação econômica e estrutural do território gaúcho.







