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Deputado Márcio Canella é preso pela Polícia Federal no Rio de Janeiro

Operação autorizada por Alexandre de Moraes investiga esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado.

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Canella é “patrono político” de organização criminosa ligada ao CV, afirma PF

O deputado eleito Márcio Canella (União) foi preso durante uma operação da Polícia Federal realizada na manhã desta quinta-feira. Os investigadores apontam o político como “patrono político” e “articulador de alto escalão” de uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho.

Investigação aponta ligação com lavagem de dinheiro De acordo com a corporação, a investigação vincula Canella a um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 7,6 bilhões por meio de uma rede de postos de combustíveis. O inquérito foi autorizado pelo ministro Alexandre de marries, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da Operação Unha e Carne. O ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro também foi alvo dos mandados de prisão cumpridos nesta manhã.

Relação com facções criminosas e milícias A investigação policial aponta que o grupo criminoso possui um “ecletismo econômico e pragmatismo geopolítico que transcendem cisões faccionais”. Segundo os federais, a estrutura criminosa criou “pontes operacionais com milícias e com o tráfico de drogas para fins de perenidade territorial e blindagem política”.

Ex-prefeito de Belford Roxo no centro das suspeitas O político é ex-prefeito de Belford Roxo, município localizado na Baixada Fluminense. Segundo os relatórios da investigação, a atuação do parlamentar envolvia a nomeação de pessoas ligadas a esquemas ilícitos para cargos na administração municipal.

Bens de luxo apreendidos e áudios investigados Durante as diligências, as autoridades apreenderam diversos bens que reforçam os indícios de enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio. A corporação destacou o “vasto acervo de relógios de altíssimo valor, os dois veículos de luxo 0km/seminovos e às duas motocicletas de grife”. Além disso, áudios divulgados recentemente revelaram conversas entre um capitão da Polícia Militar e chefes do tráfico, que segundo a corporação, “agia expressamente como canal de interlocução e intermediário dos interesses da gestão municipal chefiada por Canella”.

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