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Propostas de Flávio e Lula para a segurança pública no segundo turno

Conheça as principais estratégias dos candidatos à Presidência da República entregues à Justiça Eleitoral.

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Conheça as propostas de Flávio e Lula para a segurança pública

Os candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial detalharam em seus planos de governo entregues à Justiça Eleitoral diversas medidas voltadas para a segurança pública, com foco em áreas como o combate ao crime organizado, proteção nas fronteiras e enfrentamento à violência contra a mulher.

Abordagens contra o crime organizado O plano de Flávio prevê que facções criminosas sejam tratadas como organizações narcoterroristas, além de propor a prisão de lideranças, a asfixia de redes de lavagem de dinheiro e o abatimento de criminosos armados com fuzis.

Lula aposta na asfixia financeira do crime organizado, no cerco ao tráfico de armas e na retomada de territórios dominados por grupos armados por meio de investimentos em urbanização de periferias. O petista também cita iniciativas recentes como a Lei Antifacção e o Programa Brasil Contra o Crime Organizado.

Integração institucional e policiamento No âmbito da cooperação com estados e municípios, Lula defende a expansão do uso de câmeras corporais, o policiamento de proximidade e a criação de um Ministério da Segurança Pública caso seja aprovada a PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional.

Por sua vez, Flávio propõe a implementação de um sistema nacional de reconhecimento facial chamado Muralha Brasileira, com a instalação de mais de 1 milhão de novas câmeras em locais públicos, portos e aeroportos para localizar foragidos.

Controle de fronteiras e sistema penitenciário Para a segurança nas fronteiras, o candidato do PL sugere a criação de uma força de elite militar equipada com armamentos pesados, enquanto o candidato do reeleição pretende manter as Forças Armadas ativas na região amazônica em cooperação com países vizinhos.

Na política penal, Lula planeja modernizar presídios federais, instalar bloqueadores de sinal e criar o Centro Nacional de Inteligência Penal. Já Flávio defende a redução da maioridade penal para 16 anos, a construção de novos presídios de segurança máxima e a criação de 500 mil vagas carcerárias em parceria com estados.

Violência de gênero e proteção às mulheres Para combater o feminicídio, Flávio propõe o monitoramento de agressores com tornozeleiras eletrônicas, o cumprimento integral de penas e o uso de uma inteligência artificial chamada ClarIA para atendimento 24 horas.

Lula prevê a conclusão de unidades da Casa da Mulher Brasileira, a ampliação de centros de referência e a distribuição de kits de monitoramento para agressores aos governos estaduais.

Recursos e outras medidas Enquanto o plano petista destina R$ 10 bilhões do FIIS para investimentos locais em infraestrutura e segurança, a campanha adversária pretende dobrar os repasses federais para a área ao longo do mandato.

O plano do PL ainda inclui a quadruplicação da pena inicial para roubo ou furto de celulares e a defesa da castração química para condenados por crimes sexuais. O adversário foca na expansão do programa Celular Seguro e no endurecimento do controle de armas.

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