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Leandra Leal relata experiência espiritual com o falecido pai ao adotar filha

Artista abriu o coração em podcast sobre maternidade, adoção, gravidez recente e os desafios da pré-adolescência

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Leandra Leal revela experiência espiritual com o pai falecido ao receber notícia sobre a filha; assista Leandra Leal revela experiência espiritual com o pai falecido ao receber notícia sobre a filha; assista

A atriz Leandra Leal abriu o coração sobre um momento emocionante de sua vida pessoal durante participação no videocast “Desculpa Alguma Coisa“, exibido na última quarta-feira (7). Na ocasião, a famosa relembrou os detalhes da chegada de sua primeira filha, Júlia, através do processo de adoção.

A ligação emocionante e a memória afetiva

Segundo a artista, o instante em que soube que finalmente seria mãe veio acompanhado de uma forte conexão com o passado. Ela estava deitada em um móvel com valor sentimental herdado de seu genitor, Júlio Brás, falecido quando ela tinha apenas 12 anos.

“Gostaria de adotar de novo, porque realmente seria muito emocionante. Quando tocou o telefone, comecei a chorar imediatamente. Foi muito doido isso. Estava deitada em uma rede que meu pai me deu, e que tem bordado o nome dele e o meu. Quando tocou o telefone, imediatamente comecei a falar: ‘Aconteceu alguma coisa’, [veio] um sentimento…”, relatou.

A coincidência intensificou a carga emocional daquele momento de transformação. “Quando entendi que era ela, senti muito a presença dele, por estar nessa rede e ter acontecido nesse momento. Foi lindo”, declarou a atriz, emocionada.

Vivência da gravidez e reflexões sobre a sociedade

Mãe também de Damião, fruto de sua gestação mais recente, Leandra avaliou que teria tido uma prole maior caso tivesse iniciado a maternidade mais cedo. Sobre a experiência de gestar, ela pontuou: “Amei [a gravidez do segundo filho, Damião]. Só não gosto de fazer esporte radical, mas gosto de sentir coisas, experimentar coisas, curto isso”.

Além disso, a intérprete filosofou acerca das pressões impostas às mulheres e a importância da autoaceitação feminina. “Uma menina, uma mulher, se amar e estar satisfeita com ela mesma é um ato de resistência, de rebeldia. [É] ser contra esse sistema, porque toda a sociedade é muito estruturada para que a gente não esteja satisfeita com a gente profissionalmente, esteticamente, tudo. A exigência que a gente tem de dar conta de diferentes universos que uma mulher tem que gerir é uma loucura”, avaliou.

Os desafios da criação na pré-adolescência

Atualmente lidando com a fase pré-adolescente da primogênita Júlia, a famosa comentou sobre os limites da proteção materna e a necessidade de permitir que os filhos trilhem suas próprias jornadas de forma autônoma.

“Sinto que dou muita ferramenta para ela, mas existe também, e isso é muito difícil na maternidade, você entender o que não pode fazer pelo outro. E ela está na pré-adolescência, vivendo esse momento em que o outro fica muito importante e o social também. É difícil esse lugar, tem que deixar e entender. Dou ferramenta para ela, sou uma boa bússola, mas o caminho é dela”, concluiu.

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