Uma espécie de tartaruga-gigante que não era vista há mais de cem anos foi encontrada viva, surpreendendo pesquisadores e mudando os rumos da preservação ambiental.
Histórico da espécie Antes de 2019, a Chelonoidis phantasticus era conhecida apenas por meio de um único macho coletado no ano de 1906 durante uma missão da California Academy of Sciences. Como nenhum outro exemplar foi localizado por décadas, a comunidade científica passou a tratar o animal como extinto.
As dificuldades de busca na região O habitat natural é a ilha Fernandina, um território marcado por vulcanismo ativo, relevo bastante irregular e vegetação bastante fragmentada. Embora pistas antigas sugerissem que o réptil ainda pudesse resistir ali, foi apenas em uma incursão conjunta realizada em 2019 que uma fêmea adulta foi finalmente localizada em uma zona isolada.
Aprovação genética e análises Como a morfologia da carapaça apresentava pequenas variações em relação ao registro de 1906 e havia o risco histórico de traslados entre ilhas, os especialistas recorreram ao sequenciamento genético. A comparação dos DNAs confirmou que o animal recém-encontrado pertencia estritamente à mesma linhagem histórica e isolada.
Novas estratégias de preservação O reaparecimento obrigou os órgãos ambientais a mudarem totalmente o foco das missões de campo. Guardas do Parque Nacional de Galápagos e equipes especializadas intensificaram as varreduras pela ilha para tentar localizar eventuais parceiros reprodutivos, já que um único exemplar não é capaz de garantir a perpetuação da espécie.
Desafios para o futuro Apesar das buscas e de vestígios esparsos encontrados em expedições recentes, como em 2022 pela Galápagos Conservancy, uma população saudável e reprodutiva ainda não foi comprovada. Fernanda segue sendo o único espécime vivo oficialmente catalogado, mantendo a espécie em situação de alerta máximo e dependendo de novas descobertas em seu habitat natural.








