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Protestos estudantis na frança continuam com escolas bloqueadas

Manifestações cobram melhorias na infraestrutura e o governo promete anunciar soluções financeiras até outubro.

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Milhares de estudantes vão às ruas em protestos na França

Estudantes franceses voltaram às ruas nesta quinta-feira (8.oct.2026) para protestar contra as condições das escolas públicas, em uma mobilização que já dura três semanas e se espalhou por diferentes regiões do país. Centenas de escolas tiveram entradas bloqueadas, enquanto manifestações foram realizadas em cidades como Paris, Marselha, Lille, Rennes e Nantes.

Reivindicações e infraestrutura precária

Os estudantes reivindicam a contratação e substituição de professores ausentes, melhorias na infraestrutura e redução da superlotação nas salas de aula. A mobilização ganhou força mesmo depois de o governo prometer apresentar medidas para enfrentar os problemas.

As queixas incluem salas superlotadas, prédios deteriorados, problemas de infraestrutura e jornadas escolares consideradas excessivas. Em reportagem publicada nesta semana, o The New York Times mostrou a situação do liceu Paul Éluard, em uma região de baixa renda ao norte de Paris, relatando falta de cadeiras e mesas, instalações provisórias mal isoladas, banheiros em más condições e interrupções frequentes de energia. Na manhã desta quinta-feira, 224 escolas estavam bloqueadas, número que caiu para 157 até o início da tarde.

Resposta do governo e medidas oficiais

A pressão aumentou depois que o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, prometeu apresentar respostas às reivindicações. Lecornu afirmou que o governo anunciará até o fim de outubro medidas “concretas, rápidas e totalmente financiadas”. Ainda não foram divulgados detalhes sobre os valores ou o alcance das mudanças.

O ministro da Educação, Édouard Geffray, prepara um plano emergencial para garantir a substituição de professores ausentes de forma mais permanente. O governo também avalia mudanças nas jornadas escolares e no Parcoursup.

Confrontos e impacto político

Iniciada em escolas da região de Paris em setembro, a mobilização passou a envolver estudantes universitários, professores, sindicatos, pais e outros grupos. Na terça-feira (6.oct.2026), mais de 266 mil pessoas participaram de manifestações em todo o país, segundo estimativa do Ministério do Interior, sendo cerca de 56.000 em Paris.

Houve episódios de vandalismo, centenas de prisões e dezenas de feridos. A atuação policial gerou tensão após um adolescente sofrer uma grave lesão na mão, levando à suspensão do uso de granadas de efeito explosivo. Organizações criticaram a resposta policial, enquanto o governo relatou violência contra agentes e funcionários.

Apesar dos confrontos, uma pesquisa do instituto Elabe para a BFM TV mostrou que 72% dos entrevistados consideram legítimas as demandas, embora 55% achem que os protestos devam terminar. A mobilização ganha dimensão às vésperas das eleições presidenciais de 2027, com críticas da direita aos danos e apoio da esquerda aos estudantes. O governo agora busca equilibrar as contas públicas enquanto tenta conter a crise educacional.

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