Pais nos Estados Unidos estão adotando ferramentas de inteligência artificial para produzir, no conforto do lar, retratos que imitam as clássicas fotos escolares dos filhos. A iniciativa surge como uma alternativa para cortar despesas com os pacotes oferecidos por profissionais da área, cujos valores conseguem ultrapassar US$ 100 — aproximadamente R$ 500 — em lares com mais de um herdeiro.
A economia por trás da tendência no TikTok
Conforme apurado pelo site Futurism, alguns responsáveis tiram fotografias caseiras dos pequenos para solicitar que a tecnologia recrie tanto o enquadramento quanto os cenários típicos das sessões acadêmicas. O conteúdo tem ganhado visibilidade em plataformas como o TikTok, onde usuários compartilham os resultados obtidos com os comandos de texto.
A repercussão dessa prática reflete o peso financeiro que essa tradição centenária representa para os núcleos familiares modernos.
O caso que viralizou nas redes sociais
Entre os relatos que ganharam destaque na internet está o da criadora de conteúdo Carlie Bond. Ela registrou os três herdeiros diante de uma parede neutra e repassou os arquivos ao ChatGPT, instruindo a plataforma a preservar os traços faciais originais e a inserir o tradicional fundo azul em degradê característico desse nicho. “Fotos escolares para três crianças? Nesta economia?”, escreveu na publicação.
Enquanto parte dos internautas compartilhou do mesmo sentimento de alívio financeiro nos comentários, outros apontaram preocupações relacionadas à privacidade ao inserir imagens de menores de idade em chatbots. Como alternativa de segurança, alguns sugeriram o uso de softwares tradicionais de edição para isolar o fundo e trocá-lo posteriormente.
Impactos da tecnologia e remoção de marcas d’água
No Brasil, o uso de recursos tecnológicos com propósitos semelhantes tem aparecido em ocasiões tardias, a exemplo de registros de colação de grau universitário, motivado igualmente pelo fator econômico.
Paralelamente, relatórios do site Dexerto indicam que determinados usuários tentam burlar os custos de pacotes oficiais utilizando recursos tecnológicos para apagar marcas d’água de prévias disponibilizadas por estúdios.
Apesar disso, os próprios softwares costumam impor barreiras para impedir essa conduta. O ChatGPT geralmente avisa que não pode remover a marca d’água poir “apagaria uma identificação de direitos autorais”, e sugere a geração de uma imagem parecida, seguindo a mesma proposta.
Por fim, especialistas e usuários lembram que a tecnologia ainda apresenta falhas evidentes. Não é raro que as plataformas acabem alterando feições naturais dos rostos infantis durante o processo, mesmo quando recebem orientações estritas para manter a fidelidade visual dos menores.






