O mercado financeiro iniciou esta segunda-feira com expectativas positivas e forte reação nos ativos brasileiros após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, que colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Reação dos investidores e cenário eleitoral O EWZ, principal fundo de índice brasileiro negociado nos Estados Unidos e que acompanha o indicador MSCI Brazil, disparou mais de 10% no after market em Nova York. O senador do PL obteve 47,03% dos votos válidos, superando os 45,16% de Lula, desbancando a dianteira numérica que o petista registrava nas pesquisas de intenção voto da Datafolha, Quaest e AtlasIntel na reta final da campanha. Com a corrida presidencial definida para o segundo turno, os investidores agora recalculam as rotas para a política econômica e fiscal. Na última sexta-feira, a bolsa de valores de São Paulo já havia encerrado em forte alta, com o Ibovespa avançando 2,63% e alcançando 192.114,55 pontos.
Indicadores econômicos e agenda do dia No cenário doméstico, a segunda-feira conta com poucos dados, destacando-se a divulgação do PMI global para o Brasil e a nova edição semanal do Boletim Focus, do Banco Central, que compila as projeções financeiras para inflação, taxa de juros, câmbio e atividade. No cenário internacional, o mercado monitora o PMI dos Estados Unidos. Às 9h30, os diretores do Banco Central Nilton David e Paulo Picchetti participam de encontro trimestral com economistas.
Avanço da direita no Congresso Além da reviravolta na disputa pelo Executivo, o PL consolidou uma grande bancada no Legislativo. O partido garantiu a vitória de 19 senadores e passará a contar com 28 cadeiras no Senado Federal a partir de 2027, firmando-se como a maior força da Casa. Na Câmara dos Deputados, a legenda ampliou expressivamente sua representatividade, elegendo 121 parlamentares federais, superando os 98 assentos da legislatura atual.
Investigação da Polícia Federal e cenário internacional A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo e na região do Distrito Federal para investigar um suposto planejamento de atos contra instalações diplomáticas norte-americanas no país, embora nenhum indício concreto tenha sido encontrado. “Trata-se de ação preventiva adotada em investigação sigilosa conduzida pela Polícia Federal e fruto da cooperação permanente com agências de inteligência estrangeiras”, declarou a corporação em nota oficial. Paralelamente, o noticiário internacional registrou a interceptação de um petroleiro pela Guarda Costeira dos EUA no Caribe e o acordo do G7 para liberar 100 milhões de barris de reservas energéticas.








