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TSE aponta eleições sem interferência estrangeira e com alta transparência

Tribunal Superior Eleitoral destacou relatórios positivos de observadores internacionais e queda expressiva nas denúncias de desinformação.

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Não foram constatados fatos que indiquem interferência estrangeira no pleito, diz TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo, 4, que os relatórios de observadores internacionais apontaram transparência e normalidade no 1º turno das eleições, realizado neste domingo. Também destacou que, no período observado, não foram constatados fatos que indicassem interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro.

Avaliação dos observadores internacionais

Durante o balanço do pleito, o magistrado detalhou as impressões coluidas pelas missões estrangeiras que acompanharam a votação no país, ressaltando o acesso concedido às ferramentas tecnológicas da Justiça Eleitoral.

“Indicaram ainda que, ao longo da missão de observação, obtiveram acesso às informações necessárias e puderam conhecer o sistema eleitoral brasileiro, registrando que este sistema conta com a confiança de instituições da sociedade civil, órgãos governamentais e partidos políticos com os quais seus integrantes mantiveram reuniões”, afirmou o presidente do TSE.

Nunes Marques acrescentou que, até o momento, os observadores não informaram ter identificado incidentes graves ou ocorrências relacionadas às urnas eletrônicas, identificação dos eleitores ou transporte. “Recebemos estes registros com satisfação e os entendemos também como uma demonstração da importância da observação eleitoral e do diálogo entre instituições democráticas”, afirmou.

Queda drástica nas denúncias de desinformação

Outro ponto de destaque no balanço oficial foi a diminuição expressiva nos registros de irregularidades voltadas à integridade das votações e a eventuais tentativas de supressão do voto, comparando o cenário atual com o pleito anterior.

Nunes Marques também afirmou que houve uma redução expressiva do número de denúncias relacionadas à integridade do processo eleitoral e a possível supressão do voto em relação a 2022, conforme registros do Sistema de Alerta de Desinformação Eleitoral.

“Em 2022, entre o primeiro de agosto e a véspera da votação, foram registradas 18.487 denúncias. No mesmo período de 2026, foram 2.604 denúncias. Isso representa uma redução de aproximadamente 86% no volume de registros”, disse o ministro. “É importante esclarecer que esses números dizem respeito exclusivamente a conteúdos relacionados à integridade do processo eleitoral ou que possam contribuir para a supressão do voto.”

Apesar da melhora nos índices, o chefe da corte eleitoral ponderou que o resultado positivo não autoriza a desmobilização dos órgãos de controle. “A defesa da verdade, da informação de qualidade e da liberdade de escolha do eleitor exige vigilância permanente”, acrescentou.

Balanço de ocorrências e clima

No tocante à atuação das forças de segurança, dados reunidos pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública indicam que a infração mais registrada até o momento no país foi a prática de boca de urna.

Por fim, o tribunal manteve monitoramento constante sobre o fator meteorológico em território nacional. “No que diz respeito às condições climáticas, o Tribunal Superior Eleitoral permaneceu atento às condições meteorológicas em todo o país, em articulação com os órgãos responsáveis, de modo a acompanhar eventuais impactos sobre a votação, a apuração e a logística eleitoral”, pontuou.

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