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Curitiba debate longevidade e autonomia na IX Jornada Interdisciplinar

Evento no Hospital do Idoso reuniu especialistas e residentes para discutir novos caminhos para o envelhecimento na capital paranaense.

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Longevidade foi tema de encontro em Curitiba em celebração ao Dia da Pessoa Idosa

A capital paranaense debateu os rumos da longevidade durante a IX Jornada Interdisciplinar em Saúde da Pessoa Idosa, realizada na última sexta-feira (2) no auditório do Hospital Municipal do Idoso Zilda Arns. A programação integrou as comemorações pelo Dia da Pessoa Idosa, celebrado em 1º de outubro, reunindo especialistas, residentes e a comunidade da terceira idade para debater saúde, diversidade e participação social.

Organização e estrutura do encontro A realização do evento ficou a cargo de 28 estudantes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde do Idoso, abrangendo nove áreas de atuação. Com o suporte do Centro de Educação e Pesquisa e do Cecadeh, a agenda contou com mesas-redondas, palestras, manifestações culturais e rodas de conversa.

Foco na autonomia e cuidado integrado Durante a abertura, a secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, defendeu uma concepção de envelhecimento centrada na autonomia. “Quando somos crianças, pensamos no que queremos ser quando crescer. Quando adultos, precisamos começar a pensar também em que velhice queremos ter”, afirmou.

Segundo Tatiane, a presença de doenças não determina, sozinha, a condição de saúde na velhice. “O idoso saudável não é aquele que não tem doença. É aquele que tem autonomia”, disse. A gestora ainda conectou o debate ao lançamento da Linha de Cuidado da Pessoa Idosa de Curitiba, reforçando o título de Cidade Amiga da Pessoa Idosa concedido pela OMS em 2023.

Novos significados para a terceira idade Na palestra inicial, a psicóloga Flávia Maria de Paula Soares pontuou que a visão tradicional que liga a velhice exclusivamente ao declínio vem dando lugar a conceitos de amadurecimento e novos propósitos. “Como a gente concebe a velhice vai refletir na forma como a gente a trata”, resumiu.

Formação profissional e protagonismo A integração de saberes foi enfatizada pela gerente de Ensino e Pesquisa da Feas, Isabel Zanatta, ao comentar sobre a atuação dos residentes. “Ser multiprofissional é mais que reunir diferentes áreas. O desafio da interdisciplinaridade é fazer com que elas conversem, cresçam juntas e realmente se relacionem”, afirmou.

A fisioterapeuta Maria Eduarda Pereira de Lima também ressaltou a importância de incluir o público-alvo ativamente nas discussões. “Não queremos apenas falar sobre pessoas idosas. Queremos discutir e aprender com elas”, afirmou.

Diversidade e encerramento A agenda abordou temas como envelhecimento feminino, saúde da população negra idosa, pautas LGBTQIAPN+ e protagonismo social. Os participantes também conferiram uma exposição de artesanato e pinturas confeccionadas por pacientes dos serviços de Saúde Mental da rede municipal.

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