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Temporal afeta votação no Paraná e altera rotina de 223 mil eleitores

Frente fria provocou falta de energia em 94 cidades e exigiu troca de 180 urnas eletrônicas durante o primeiro turno das eleições.

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Chuva forte afeta votação de 223 mil eleitores no Paraná; veja o balanço do TRE

As fortes chuvas, os temporais e os ventos intensos registrados entre a madrugada e a manhã de domingo (4) testaram a resistência da infraestrutura da Justiça Eleitoral durante o primeiro turno do pleito no Paraná, impactando mais de 223 mil eleitores e deixando 94 cidades sem energia elétrica.

Monitoramento meteorológico e impacto nas urnas

Mesmo com os transtornos causados pelo mau tempo, que resultaram na substituição de 180 urnas eletrônicas (0,6% do total estadual), o Tribunal Regional Eleitoral avaliou o pleito de forma positiva. A concentração de eleitores a partir das 11h, motivada pelo adiamento da ida às seções no período matutino, gerou filas pontuais em colégios que não comportavam o fluxo repentino.

“Isso fez com que milhares de eleitores não votassem pela manhã e fossem votar somente a partir das 11 horas, o que significou algumas filas em locais de votação porque não tinha condições de acolher toda essa população”, explicou o presidente do TRE-PR, Desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza.

Estratégia inédita com o Simepar

Para mitigar os riscos climáticos, o tribunal adotou uma iniciativa pioneira de monitoramento em conjunto com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, mapeando as regiões Oeste e Sudoeste como principais alvos da frente fria.

“Isso nunca foi feito em termos de trabalho de apoio a tribunais regionais. Foi uma visão do próprio Tribunal Regional de um evento que possivelmente pudesse impactar toda a estrutura de logística e o próprio processo de votação”, afirmou o coordenador de operações do Simepar, Marco Antonio R. Jusevicius.

Soluções criativas e esquema de segurança

A falta de luz em quase uma centena de municípios exigiu planos de contingência extremos, como a recarga de um equipamento utilizando um veículo elétrico em Salto do Lontra, além do uso de baterias.

“Para se ter uma ideia da estruturação do plano, que eu não chamava nem de plano A, B ou C, e sim planos G, F ou Z, uma urna eletrônica foi carregada com um carro elétrico em Salto do Lontra. Tudo para garantir que o eleitor votasse e participasse de toda essa eleição”, relatou o presidente do TRE-PR.

A segurança pública contou com um contingente de 10 mil profissionais, resultando em 82 ocorrências e 26 prisões por crimes como boca de urna. Com o quinto maior eleitorado do país, reunindo 8,6 milhões de aptos a votar e mais de 130 mil pessoas envolvidas na operação, o tribunal já se prepara para uma eventual nova etapa caso ocorra segundo turno.

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