A partir desta sexta-feira (2), as embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália no Brasil paralisaram os atendimentos consulares presenciais em todas as unidades do país. Ambas as representações diplomáticas justificaram a medida citando questões de segurança, embora não tenham especificado quais seriam as ameaças reais.
Impacto nos consulados norte-americanos
A suspensão dos serviços afeta diretamente todas as unidades diplomáticas dos Estados Unidos no território brasileiro, abrangendo as cidades de Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.
Em comunicado, a representação dos EUA no Brasil alegou que a suspensão ocorre “devido a preocupações com a segurança”.
“Cidadãos americanos que necessitem de assistência emergencial durante esse período não devem se dirigir à Embaixada, aos Consulados ou a outras instalações diplomáticas americanas”, diz o comunicado.
Para os casos urgentes, o governo norte-americano orientou que seus cidadãos utilizem os canais telefônicos de plantão disponibilizados pelas repartições.
Alerta de terrorismo da Austrália
Integrantes da aliança de inteligência Five Eyes, Austrália e Estados Unidos alinharam medidas de precaução. No caso australiano, a nota oficial mencionou abertamente o risco de “terrorismo” bem no período que antecede o primeiro turno do pleito eleitoral brasileiro.
O aviso emitido no portal oficial do governo da Austrália voltado a turistas classifica o Brasil no nível 2 de cautela — escala que vai de 1 a 4 —, recomendando que os cidadãos mantenham elevado grau de atenção.
“Esteja atento a possíveis ameaças, especialmente em locais públicos. Terroristas podem ter como alvo áreas turísticas ou outros locais frequentados por estrangeiros e onde grandes multidões possam se reunir”, diz comunicado do site do governo australiano dedicado aos turistas no Brasil.
A aliança Five Eyes
A atuação conjunta dos dois governos remete à histórica parceria de inteligência conhecida como Five Eyes, formada ainda no pós-guerra, em 1946. Além de australianos e norte-americanos, o grupo estratégico também é integrado por Nova Zelândia, Reino Unido e Canadá, compartilhando dados sensíveis de defesa e segurança internacional.








