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Protesto contra proibição das bets marca clássico no MorumBis

Empresas do setor usaram placas de publicidade para criticar a medida do governo federal durante partida pelo Brasileirão.

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Empresas fazem protesto no MorumBis em 1° jogo após MP das bets

O Estádio do MorumBis, na capital paulista, foi palco de um ato de protesto contra a medida provisória que baniu as operações das bets no território nacional. Durante o clássico entre São Paulo e Santos válido pelo Campeonato Brasileiro, ocorrido nesta sexta-feira (2.out.2026), os painéis publicitários ao redor do gramado exibiram as frases “Proibir não é proteger” e “A proibição não acaba com as apostas”.

Articulação do setor de apostas

A manifestação foi organizada por companhias filiadas à Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e ao Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). Essas empresas abriram mão de seus espaços comerciais habituais nas placas de LED para divulgar o posicionamento contrário à interrupção das atividades, integrando a ofensiva do mercado contra a decisão do Planalto.

Impacto nos clubes e prazo de encerramento

Dias antes da sanção da normativa, em 17 de setembro, equipes da primeira divisão já haviam manifestado oposição a eventuais restrições. Os times publicaram um comunicado conjunto chamado “O fim do futebol brasileiro”, alertando que a determinação prejudicaria as finanças do esporte nacional.

No confronto, o São Paulo atuou com a logomarca da Superbet na camisa, cenário repetido no próprio torneio, que mantém o patrocínio máster da Betano. A exibição temporária é permitida porque a suspensão definitiva dos sites e aplicativos ocorre apenas na terça-feira (6.out). Os usuários têm até as 23h59 de segunda-feira (5.out) para resgatar os saldos remanescentes nas contas virtuais.

Além disso, a determinação federal estipula o encerramento, em 25 de outubro, de todas as licenças vigentes do segmento. A norma foi oficializada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma edição extra publicada na sexta-feira (25.set.), impondo o veto às apostas de quota fixa e aos jogos virtuais no país.

Dependência financeira do futebol

Nos últimos anos, as empresas do ramo se consolidaram como pilares financeiros das equipes brasileiras. Dados da consultoria Sports Value mostram que, em 2025, as marcas do setor representaram 34% do faturamento de marketing dos 20 principais clubes nacionais. Do total de R$ 3,2 bilhões movimentados em marketing esportivo naquele ano, aproximadamente R$ 1,1 bilhão teve origem nessas companhias.

Ações jurídicas no Supremo Tribunal Federal

Na quinta-feira (1º.out), a diretoria do São Paulo e outras agremiações acionaram o Supremo Tribunal Federal solicitando um período de transição de 6 meses a 1 ano para o cumprimento das novas regras. Os dirigentes argumentam que a interrupção abrupta ameaça a sobrevivência dos campeonatos e requereram a retirada paulatina dos patrocínios.

Como desdobramento, o ministro Luiz Fux, responsável pela relatoria dos processos que contestam a MP, determinou nesta sexta-feira (2.out) que a Advocacia-Geral da União preste esclarecimentos no prazo de 72 horas. A expectativa é que o magistrado avalie os pleitos dos clubes nos próximos dias.

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