A primeira-dama Janja Lula da Silva reagiu publicamente aos ataques direcionados a Luiz Inácio Lula da Silva durante a corrida eleitoral. Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (30), ela sustentou que a campanha do senador Flávio Bolsonaro tenta imputar ao petista condutas e comportamentos que pertenceriam, na realidade, ao próprio grupo político adversário.
“O bolsonarismo quer jogar para o presidente Lula, de forma completamente leviana e mentirosa, um rótulo que pertence a eles. Essa é a moral da família Bolsonaro”, afirmou.
Polêmica sobre exames preventivos
O embate ganhou força após declarações recentes de Lula a respeito dos hábitos de cuidados médicos de homens e mulheres. Na ocasião, o petista disse que “as mulheres aprendem a tomar toque desde quando são pequenas”. A frase passou a ser explorada pela ala conservadora para associar o presidente a atitudes inadequadas envolvendo menores de idade.
Nas redes sociais, Flávio reagiu afirmando que “mulher tem que ser protegida e criança tem que ser cuidada”. Outros membros da oposição também criticaram a fala. Em resposta, o PT esclareceu que o pronunciamento tratava exclusivamente da realização precoce de exames ginecológicos preventivos contra o câncer e acusou a oposição de distorcer o contexto.
Resgate de episódios da oposição
Para contrapor as acusações, Janja relembrou um episódio de 2022 protagonizado por Jair Bolsonaro. Na época, o então mandatário descreveu uma visita a adolescentes venezuelanas no Distrito Federal e disse que “pintou um clima”. A primeira-dama rebateu a fala: “Para Bolsonaro, quando uma criança de 14 anos olha para ele, ‘pintou um clima’”.
A primeira-dama também direcionou críticas ao candidato a vice na chapa de Flávio, Alfredo Gaspar, afirmando ser incoerente aceitar um correligionário “acusado de estupro de menor”. O parlamentar foi citado em uma notícia-crime movida pelo deputado Lindbergh Farias e pela senadora Soraya Thronicke por suposto estupro de vulnerável contra uma adolescente de 13 anos. O caso não contou com provas materiais, e Gaspar nega veementemente o crime, tendo acionado a Justiça contra os parlamentares e colocado seu material biológico à disposição da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal. Até agosto, nenhuma denúncia havia sido apresentada pela PGR.
A exploração eleitoral do tema já havia sofrido restrições pela Justiça Eleitoral. O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, determinou a exclusão de conteúdos petistas que ligavam Gaspar ao crime, apontando que as alegações careciam de “suporte fático mínimo”.
Defesa criminal e acusações sobre a vida pessoal
A manifestação de Janja também abordou a atuação pregressa de Flávio como advogado do policial militar Bruno Delaroli, réu pela morte da menina Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos. O material compartilhado trouxe um depoimento da mãe da vítima: “Ele tentou anular o júri do cara que matou minha filha. Ele tentou anular o júri do cara que impediu uma criança de 5 anos de viver”.
Além disso, a socióloga citou revelações recentes sobre a conduta privada do senador, que vieram à tona com fotos, mensagens e relatos atribuídos a um ex-sócio. “Para Flávio Bolsonaro, é normal praticar orgias e trair a própria esposa”, declarou Janja.
De acordo com a primeira-dama, a investida contra a declaração de Lula reflete uma tentativa de conter o impacto dessas divulgações. “A campanha de Flávio Bolsonaro, em um ato de desespero após todas essas revelações, deturpou uma fala do presidente Lula sobre exames preventivos de câncer. Eles tiram frases de contexto, inventam mentiras. Esse é o método deles”, destacou.
Por fim, ela questionou o








