O planejamento de viagens internacionais mudou drasticamente nos últimos anos. Enquanto no passado os turistas dependiam de guias impressos, dicionários de bolso e mapas de papel, o cenário atual é totalmente digital. Conforme uma pesquisa recente, 90% dos brasileiros consideram a conexão móvel o item mais indispensável ao embarcar para fora do país.
Esse percentual de prioridade registrado no Brasil fica acima da média global de 80%, mapeada em mercados internacionais por meio de um levantamento conduzido pela Airalo em conjunto com a empresa YouGov.
O impacto da desconexão no exterior
A dependência tecnológica tem seu preço quando a rede falha. O estudo aponta que o Brasil lidera o ranking de ansiedade quando o celular fica sem sinal: os entrevistados pontuaram a situação com média de 8,22 em uma escala de dez, o maior índice entre todas as nações avaliadas na pesquisa Safe When Travel.
O problema vai além do incômodo e afeta a segurança dos turistas. Pelo menos 52% dos cidadãos do país relatam já ter ficado presos em locais desconfortáveis ou vulneráveis por mais tempo do que o desejado unicamente devido à ausência de internet para chamar um meio de transporte ou carregar rotas.
Liberdade e exploração com segurança
Por outro lado, dispor de dados móveis ativos transforma a experiência turística. Nove em cada dez consultados afirmam que a estabilidade na rede garante maior liberdade para desbravar novas regiões, permitindo fugir dos roteiros convencionais e turísticos.
Além disso, 81% dos participantes destacam que dispor de internet assegurada dá mais disposição para visitar locais que poderiam ser evitados por questões de segurança. O fator tecnológico é ainda mais crítico para quem viaja sozinho: 60% dos brasileiros utilizam recursos de proteção ativa, como o compartilhamento em tempo real da localização com parentes e conhecidos.
A pesquisa foi realizada no ambiente digital entre os dias 5 e 24 de agosto de 2026, ouvindo 502 pessoas no Brasil que realizaram viagens internacionais no intervalo de dois anos. No total, o levantamento contemplou nove países, incluindo Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Reino Unido, Itália, França, Austrália e México.








