O mercado imobiliário residencial brasileiro registrou nova alta nos preços durante o mês de agosto, embora em um ritmo inferior ao verificado no início do ano, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (29) pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) por meio do IGMI-R (Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial).
Comportamento do índice geral
O indicador avançou 0,87% no oitogésimo mês do ano, superando a alta de 0,61% observada em julho. Em contrapartida, no recorte de 12 meses, a alta acumulada recuou pela quinta vez seguida, atingindo 14,73%. Em março, o patamar de valorização nessa mesma base de comparação rondava os 20%.
Mesmo com a desaceleração, a alta dos imóveis segue acima da inflação oficial, que ficou em 4,22% no intervalo avaliado. Além disso, os preços de venda superaram a variação dos aluguéis: o IVAR, medido pela FGV para monitorar contratos de locação residencial, acumulou avanço de 5,09% em 12 meses.
Conforme a Abecip, essa disparidade indica que o encarecimento dos imóveis não depende exclusivamente dos custos das construtoras, sofrendo forte influência de fatores como oferta disponível, demanda, acesso ao crédito e especificidades locais.
Balanço do ano e disparidade regional
No acumulado entre janeiro e agosto, o IGMI-R subiu 6,56%. O patamar fica abaixo dos 10,19% anotados no mesmo período de 2025 e dos 9% de 2024, mas ainda supera os índices registrados entre 2016 e 2019, bem como em 2023.
Contudo, o cenário varia consideravelmente entre as capitais monitoradas. Recife lidera o ranking com alta de 12,04% nos primeiros oito meses e impressionantes 25,81% em 12 meses, enquanto Fortaleza ocupa a ponta oposta.
Curitiba no cenário nacional
Curitiba se destaca logo em seguida na variação anual, ostentando valorização de 21,19%. Logo após aparecem Salvador (19,20%), Brasília (18,41%) e Porto Alegre (16,66%).
No recorte mensal de agosto, Porto Alegre liderou as altas com 1,66%, seguida por Belo Horizonte (1,65%) e Recife (1,44%).
Curitiba foi a única capital a registrar queda no mês, de 0,23%, mas mantém uma das maiores valorizações no acumulado do ano, de 8,82%.
Em São Paulo, os preços subiram 0,81% em agosto, após avançarem 0,25% em julho. No entanto, o acumulado anual na capital paulista é de 5,57%, ficando abaixo da média nacional de 6,56%.








