Poucos dias depois de um empate frustrante por 1 a 1, a seleção brasileira reencontra a Austrália nesta terça-feira (29). O novo amistoso acontece no Suncorp Stadium, localizado em Brisbane, a partir das 7h, no horário de Brasília.
Mudanças profundas na equipe titular
O treinador Carlo Ancelotti planeja promover pelo menos sete alterações na formação inicial em relação ao confronto anterior, realizado na última sexta-feira (25) no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville. O atacante Rayan, responsável pelo gol de empate brasileiro nos acréscimos do jogo passado, tem grandes chances de começar entre os titulares.
A estrutura defensiva será totalmente reformulada, contando com o goleiro Otávio, os laterais Vanderson pela direita e Mauro Júnior pela esquerda, além da dupla de zaga formada por Jair e Gabriel Magalhães. No meio-campo, Danilo e Bruno Guimarães atuarão ao lado do meia Gabriel Bontempo. Completando o setor ofensivo, Rayan formará o trio de frente com Raphinha e Vinícius Júnior.
Novidades e testes no grupo
Dentre os 26 atletas chamados por Ancelotti para esta data FIFA, oito nunca haviam integrado a equipe principal antes. Destes novos nomes, dois farão sua estreia com a camisa amarela justamente nesta terça-feira: o goleiro Otávio e o meia Gabriel Bontempo.
Enquanto o lateral Matheuzinho começou jogando no compromisso anterior, Jair e Mauro Júnior participaram do duelo entrando no segundo tempo, substituindo Vitor Reis e Douglas Santos, respectivamente. Outros convocados, como o goleiro Pedro Morisco, o zagueiro Arthur Dias e o volante Breno Bidon, seguem no banco aguardando uma chance de entrar em campo.
“O Breno [Bidon] é um jogador que tem muita qualidade, que está jogando muito bem no Campeonato Brasileiro [pelo Corinthians]. Gostei muito de Arthur Dias e dos goleiros, que eu não conhecia. A verdade é que são todas surpresas positivas. Gostei muito do Gabriel Bontempo, Jair… Quero ser objetivo: temos futuro, apesar das críticas”, disse Ancelotti, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (28).
“Eu acho que a geração que jogou a Copa do Mundo de 2018, 2022 e 2026 acabou. Temos que construir uma nova geração levando em consideração alguns jogadores da geração anterior com idade para a próxima Copa do Mundo. É um momento muito interessante para novos e jovens jogadores, de 17, 18, 19 anos. Esperamos ter a possibilidade e a oportunidade de ajudá-los a crescer mais rápido”, concluiu o treinador.
Expectativa da seleção australiana
Pelo lado da equipe da casa, o objetivo principal é manter o mesmo padrão competitivo apresentado no primeiro duelo. O técnico Tony Popovic destacou em entrevista coletiva que os australianos não possuem o hábito de encarar adversários de alto nível a cada quatro dias, situação diferente da vivenciada pelos brasileiros, acostumados com o calendário europeu e a Liga dos Campeões.
“Será um grande teste para observarmos: podemos nos recompor fisicamente? Mentalmente? Podemos apresentar novamente a qualidade que mostramos com e sem a bola? É por isso que estamos encarando o Brasil e estamos satisfeitos de eles terem vindo aqui nos proporcionar esse grande teste”, analisou o treinador.
Caso mantenha a mesma escalação do compromisso passado, a Austrália deve ir a campo com Patrick Beach; Alessandro Circati, Harry Souttare e Lucas Herrington; Jacob Italiano, Jackson Irvine, Paul Okon-Engstler e Connor Metcalfe; Aziz Behich, Kusini Yengi e Nestory Irankunda, autor do gol de falta que inaugurou o marcador no jogo anterior.
Encerrando sua passagem pela Oceania, a delegação brasileira seguirá viagem para a Ásia. O próximo compromisso amistoso será contra a seleção da Índia no próximo sábado (3), às 11h, no gramado do Salt Lake Stadium, situado na cidade de Calcutá.








