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Microsoft deixa de usar a marca Copilot+ PC em computadores

Selo criado para destacar recursos de inteligência artificial perde força após vendas fracas e preços elevados no mercado global

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É o fim do Copilot+ PC: Microsoft abandona silenciosamente a marca

Em uma movimentação discreta no mercado de tecnologia, a Microsoft começou a descontinuar o uso comercial da marca Copilot+ PC. A classificação, desenvolvida inicialmente para indicar máquinas capazes de executar tarefas de inteligência artificial de forma nativa, está deixando de estampar os lançamentos recentes do setor, mesmo que esses computadores continuem cumprindo as exigências técnicas estabelecidas pela própria empresa.

Mudança visível nos lançamentos recentes

A retirada do selo começou a chamar atenção com a chegada de novos dispositivos da linha Surface em 2026. Diferente das edições apresentadas no ano anterior, nenhum dos aparelhos mais novos da própria fabricante traz o termo no material de divulgação ou no produto.

A alteração de rota foi confirmada por Brett Ostrum, vice-presidente da divisão Surface: Eles não são mais chamados de PCs Copilot+. Eles atendem a todos os requisitos da nossa definição anterior para equipamentos Copilot+. Ainda apostamos na narrativa em torno da IA na borda e na possibilidade de ter uma solução híbrida disponível.

Trajetória e expansão dos requisitos técnicos

O ecossistema foi lançado em maio de 2024, inicialmente restrito a processadores da linha Snapdragon X, desenvolvidos pela Qualcomm. Posteriormente, a gigante de Redmond ampliou o programa para incluir componentes de fabricantes tradicionais como Intel e AMD.

Para se enquadrar nas especificações, os computadores precisam contar com uma NPU (Unidade de Processamento Neural) com capacidade mínima de processamento de 40 TOPS, garantindo potência para cálculos complexos de IA sem depender exclusivamente da nuvem.

A tendência de abandonar o termo não deve ficar restrita aos aparelhos da dona do Windows. Kedar Kondap, vice-presidente de computação da Qualcomm, avaliou o cenário: A ideia era definir uma categoria específica de dispositivos com certo padrão e métrica, como, por exemplo, uma NPU de 45 TOPS… Então, nessa perspectiva, trata-se de oferecer as mesmas experiências, provavelmente sem usar a terminologia [Copilot+ PC] agora.

Preços altos e recepção morna explicam recuo

Embora a categoria ainda exista no papel, o esfriamento da nomenclatura reflete dificuldades de mercado. O apelo dos recursos de IA integrada não gerou o impacto esperado nas vendas de notebooks convencionais.

Outro obstáculo determinante para a adesão do público é o custo dos aparelhos. Modelos de marcas parceiras como Dell e Asus costumam figurar em faixas de preço elevadas no Brasil, raramente custando menos de R$ 7.000 fora de promoções e ultrapassando com frequência a barreira dos R$ 20.000 nas versões mais robustas.

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