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Linha de três e contra-ataque: veja como joga Eduardo Baptista

Contratado até o fim da temporada para salvar o Colorado da degola, comandante aposta em solidez defensiva e improvisações no elenco.

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Três zagueiros? Saiba como Eduardo Baptista, novo técnico do Inter, prefere jogar

O Internacional corre contra o tempo para se afastar da ameaça do rebaixamento no Campeonato Brasileiro e já iniciou seus trabalhos sob nova liderança. Anunciado no meio da semana, Eduardo Baptista comanda as atividades no CT Parque Gigante aproveitando a paralisação da Data Fifa para reorganizar o time e aplicar seus conceitos táticos antes do retorno das partidas oficiais.

Esquema com três zagueiros e proteção da área

A principal marca na carreira do treinador de 56 anos é a montagem de um sistema defensivo respaldado por três zagueiros. A prioridade de suas equipes consiste em fechar os espaços pelo meio, levar a melhor nas disputas aéreas e transformar as jogadas de bola parada em armas decisivas. Na fase defensiva, a estrutura costumeiramente se transforma em uma linha de cinco jogadores, com os alas recuando para conter o avanço adversário pelas pontas.

Outra característica evidente em seus trabalhos recentes é a versatilidade na utilização das peças disponíveis. Caso não conte com defensores de ofício suficientes, o técnico não hesita em deslocar laterais e volantes para a primeira linha, além de adiantar meio-campistas para atuarem como atacantes de beirada de campo, fórmula que precisará aplicar diante das carências do plantel colorado.

Transição rápida e pragmatismo em campo

Além da rigidez defensiva, os times dirigidos pelo comandante destacam-se pelos contra-ataques velozes. Essa postura reativa e vertical ficou evidente em sua passagem pelo Novorizontino, entre 2023 e 2025, período em que quase levou o clube paulista à elite nacional em duas temporadas consecutivas. Em seu último trabalho, no Criciúma, manteve a equipe competitiva na Série B com base nesse mesmo padrão tático.

Durante a sua apresentação oficial no Beira-Rio, o novo comandante deixou claro que o momento exige objetividade e foco total na pontuação:

“Uma equipe que propõe o jogo precisa ter uma marcação muito forte para tirar o espaço do adversário e, quando tiver a bola, ter qualidade. Nós temos muita qualidade no meio-campo, alas e pontas com poder ofensivo. Temos que ter uma marcação forte, ser reativos sem a bola quando necessário, mas quando tiver a bola, chegar com bastante penetração e aumentar o número de atletas dentro da área”, disse Baptista.

Em tom enfático, ele também resumiu a meta imediata do clube gaúcho: “O Inter precisa ganhar jogos. Se vai ser bonito ou feio, jogando propositivo ou reativo, o importante é o resultado final. Vim com muita fome e preparado.”

Experiência acumulada no futebol brasileiro

Filho do experiente Nelsinho Baptista, Eduardo iniciou a trajetória como treinador principal no Sport, em 2014, quando conquistou a Copa do Nordeste e o Campeonato Pernambucano. Ao longo dos anos, somou passagens por clubes de expressão como Fluminense, Palmeiras, Ponte Preta, Athletico-PR e Coritiba, além de faturar a Série D nacional dirigindo o Mirassol, em 2020. Agora, assume o desafio de assegurar a permanência do Inter na Série A até o encerramento do ano.

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