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Litoral do Paraná em alerta após alta de casos e mortes por leptospirose

Secretaria de Estado da Saúde confirma 14 diagnósticos positivos na região e reforça cuidados essenciais após temporais.

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Litoral do Paraná registra 14 casos de leptospirose e reforça alerta após período de chuvas

Temporal e riscos ocultos na região litorânea

Após dias de precipitações intensas, o acúmulo de água nas vias públicas traz perigos que vão além dos transtornos habituais. No litoral paranaense, essa realidade acende o sinal vermelho para a leptospirose, uma patologia veiculada pela urina de roedores que pode infectar humanos através do contato com ambientes afetados. Entre os meses de janeiro e agosto, o território já contabilizou mais ocorrências na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Balanço de diagnósticos e óbitos na 1ª Regional de Saúde

Conforme informações repassadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), 14 episódios da enfermidade foram validados neste ano nos sete municípios que integram a 1ª Regional de Saúde (1ª RS). Paranaguá lidera o índice com 11 registros, seguida por Antonina, que contabiliza dois, e Morretes, com um.

No recorte temporal idêntico de 2025, o total foi de oito ocorrências, divididas entre Paranaguá (quatro), Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba e Matinhos (uma em cada). No tocante às mortes, o panorama também apresentou elevação. O ano atual soma três óbitos, sendo dois em Antonina e um em Paranaguá. No ciclo passado, foram dois falecimentos, divididos igualmente entre Guaraqueçaba e Paranaguá. Em todo o território estadual, os primeiros oito meses acumularam 210 confirmações.

Formas de contágio e letalidadade

O agente causador é a bactéria do gênero Leptospira, capaz de invadir o corpo humano por meio de feridas cutâneas ou pelas mucosas dos olhos, nariz e boca. A permanência prolongada em locais alagados também potencializa as chances de contaminação.

A SESA alertou que até mesmo os resíduos de lama aderidos a automóveis, utensílios domésticos e no interior das residências oferecem perigo. Segundo estatísticas do Ministério da Saúde (MS), o índice de letalidade alcança 40% nas situações mais severas.

Sintomas e recomendações de especialistas

A chefe do setor de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa, Roselane Langer, pontuou que o perigo de contágio se eleva na ausência de aparatos de proteção. “Essas condições de alagamento propiciam a dispersão dessa bactéria nesse meio e, consequentemente, a contaminação das pessoas que têm acesso direto sem o uso de botas e luvas”, disse.

Os principais indícios envolvem febre alta, diarreia, vômitos e dores nas articulações e músculos, com foco na região da panturrilha. “Ela se confunde bastante com outras doenças, inclusive viral, até uma gripe, febre amarela. Apresenta, inicialmente, febre alta, vômito e diarreia”, afirmou.

Para evitar a proliferação, o controle de vetores é indispensável. “Manter o entorno da sua residência o mais limpo possível, livre de resíduos e de lixo. Evitar manter alimentos a céu aberto, de forma que propicie a proliferação dos ratos”, recomendou. Caso ocorra a exposição, a orientação é higienizar o corpo com água e sabão imediatamente.

Onde buscar atendimento e orientações municipais

Diante de qualquer indício sintomático, a diretriz é buscar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) visando a formulação do diagnóstico e a intervenção terapêutica. O tratamento baseia-se no uso de antibióticos, podendo exigir internação hospitalar e medicação intravenosa nos quadros mais complexos.

A prefeitura de Paranaguá orientou que a população procure a UBS mais próxima ou se dirija à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em caso de sintomas graves. “É importante informar à equipe se houve contato com água de alagamento, lama ou outras situações que possam representar risco de exposição. Essa informação auxilia na avaliação do quadro e na definição da conduta adequada”, disse a Prefeitura, em nota.

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