O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, esteve em Curitiba no último domingo (20) para criticar o recente reajuste do Bolsa Família promovido pela gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante um evento com correligionários na Praça Santos Andrade, o político apontou a medida como uma estratégia eleitoral e defendeu que a Justiça Eleitoral atue para barrar o acréscimo no valor pago aos beneficiários.
Ações judiciais e questionamentos sobre o pleito De acordo com o candidato, uma representação legal já foi protocolada e segue sob análise das autoridades competentes. Para ele, mudanças em programas de transferência de renda deveriam ser proibidas durante o calendário de eleições.
“É um absurdo que um Presidente da República, em período eleitoral, aumente o valor de um benefício social de modo a se beneficiar eleitoralmente disso. Isso é criminoso! O Bolsonaro, inclusive, já foi julgado por crimes similares por alterar programas sociais em ano eleitoral. Por que que o Lula, a três semanas da eleição, pode, ele próprio, aumentar o valor de um benefício que atinge milhões de brasileiros? São mais de 20 milhões de famílias. É óbvio que isso é eleitoreiro e é óbvio que, se a Justiça Eleitoral for de fato justa e focada naquilo que é eleitoral, ela vai derrubar”, falou.
Propostas para o ensino superior federal Em outro momento da agenda na capital paranaense, nas proximidades da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Renan Santos detalhou planos para a educação superior e afirmou que pretende acabar com a autonomia das instituições federais caso chegue ao Palácio do Planalto.
A ideia central da proposta consiste em redirecionar o orçamento público para setores estratégicos, permitindo parcerias com o setor privado em iniciativas voltadas à inovação científica e tecnológica.
“O fim da autonomia pressupõe que, tal qual a China faz, tal qual Israel faz, tal qual Singapura faz, o Estado brasileiro possa investir mais em áreas como engenharia, engenharia espacial, geologia por conta das terras raras, biotecnologia e todas as áreas ligadas à agricultura, para fomentar o crescimento econômico nacional e não deixar isso nas mãos de diretores com os seus apadrinhados políticos nas faculdades, que determinam o que é prioridade ou não para eles. A prioridade é o que vai desenvolver o Brasil. Nesse sentido, eu vou alterar a autonomia universitária para que se foque na pesquisa nessas áreas”, afirmou o candidato.
Diretrizes governamentais para a pesquisa Conforme detalhado pelo postulante ao cargo máximo do Executivo federal, as novas diretrizes seriam integradas a planos estratégicos com vigência quinquenal, sob a supervisão direta do Ministério da Educação.








