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Gleisi Hoffmann promete proibir bets e garante contorno ferroviário em sabatina

Candidata ao Senado pelo PT também comentou sobre o cenário eleitoral no Paraná e criticou os laços da oposição com o Banco Master.

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Candidata ao Senado, Gleisi promete acabar com bets e garante o Contorno Ferroviário de Curitiba

A candidata ao Senado pelo PT (Partido dos Trabalhadores), Gleisi Hoffmann, participou das Sabatinas Bem Paraná nesta terça-feira (22 de setembro). Durante a entrevista conduzida pela jornalista Josianne Ritz ao lado de Carol Maltaca e Lenise Aubrift Klenk, a petista apontou o setor ferroviário como o principal desafio de infraestrutura a ser solucionado no estado.

Infraestrutura e o Contorno Ferroviário

Para a ex-ministra, a questão rodoviária no território paranaense está encaminhada por causa das recentes concessões de rodovias, exigindo agora uma atenção especial para as malhas ferroviárias. Ela garantiu que a obra do Contorno Ferroviário de Curitiba está assegurada no novo contrato para retirar trens de carga da área urbana da capital.

“As ferrovias são uma concessão de 30 anos e que nunca conseguimos intervir. Mas agora está se encerrando esse contrato. Queremos fazer uma interligação de Guarapuava à Lapa, para agilizar. E colocamos um estudo de viabilidade técnica do trecho de Cascavel a Guaíra, para escoar a produção lá por cima. Também já colocamos na concessão o Contorno Ferroviário de Curitiba, isso será feito. Vai ser muito bom, e eu espero que os investimentos sejam rápidos”, afirma a candidata ao Senado, que foi também ministra no governo Lula.

Debate sobre o Judiciário e o caso Master

A sabatina também abordou a crise enfrentada pelo STF. A petista avalia que o momento delicado pode servir para aumentar a transparência no tribunal e debater novas regras para o sistema de justiça brasileiro.

“O Supremo está passando por um momento difícil. Uma crise como essa, de repente, traz uma oportunidade para você discutir uma transparência no Poder Judiciário, que é o poder mais fechado do país. No caso dos tribunais superiores, dá pra gente começar a discutir, por exemplo, mandato de ministro. Isso já ajudaria muito”, comentou ela.

No campo político, a candidata comentou a situação eleitoral do adversário Deltan Dallagnol (NOVO) e afastou o partido das polêmicas envolvendo o mercado financeiro.

“Isso [questão Deltan Dallagnol] não interfere na minha campanha. Ele está inelegível por causa da lei. Quando ele diz que a lei é para todos, tem que ser para ele também. Ele pode ser candidato agora em 2030, mas ele teve problemas com a legislação e está inelegível”, argumentou Gleisi.

Sobre as acusações ligadas ao escândalo do Banco Master, a petista rechaçou qualquer envolvimento da sigla com Daniel Vorcaro e cobrou explicações, direcionando críticas aos adversários políticos.

“Não temos nada a ver com Vorcaro. Isso pertence ao outro campo”, disse ela, comentando ainda sobre a situação do petista baiano Jaques Wagner, que acabou envolvido no caso. “O Jaques [Wagner] tem de esclarecer sobre isso. Mas ele não tinha relação direta com o Vorcaro, e ele não é candidato a presidente da República, diferente do Flávio. Ele [Flávio Bolsonaro] disse que não conhecia o Vorcaro e depois vieram os áudios dele falando ‘oh, irmãozão’. A mentira é a pior coisa que existe na política”, criticou.

Fim das apostas online e atuação parlamentar

Outro ponto central da entrevista foi a defesa pelo encerramento das plataformas de apostas esportivas no país. Segundo a avaliação da candidata, os impactos negativos na economia e na saúde pública superaram qualquer expectativa inicial gerada durante a liberação da atividade no governo Michel Temer.

“A forma de reverter [esse cenário] é finalizar as bets. Antes não se tinha uma avaliação dos efeitos tão deletérios, e o problema é que muita gente entrou nas bets, e gente com poder: os clubes de futebol, as emissoras de televisão… Eu fiz um projeto de lei para pelo menos proibir a propaganda, mas não conseguimos fazer avançar. Aí veio a questão de saúde e as questões financeiras. O presidente [Lula] está comprando essa briga e está comprando com razão. Nós vamos acabar com bets, vamos ter de enfrentar isso. Estamos vivendo uma epidemia”, apontou.

Por fim, a candidata garantiu que, caso seja vitoriosa nas urnas, cumprirá integralmente o mandato legislativo e descartou assumir posições no Poder Executivo federal em um eventual novo mandato presidencial.

“Eu não pretendo mais ir pro Executivo, já dei minha contribuição. Se eu me eleger, vou agradecer ao Paraná e eu quero estar no Senado. Tem muita gente qualificada para estar no governo”, disse ela, apontando ainda a importância do Senado para as pessoas. “Senado é importante não só pela representação do estado, mas é importante porque ali passam decisões como as sabatinas de ministro do Supremo, as sabatinas de dirigente de agência reguladora. Isso tudo é muito importante, porque ali vou decidir quem vai fazer a política na área de energia elétrica, de aviação, etc.”

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