–:–:–
Conecte-se conosco

Couro de peixe de Pontal do Paraná brilha na São Paulo Fashion Week

Produzido por artesãs locais, o material sustentável ganha destaque internacional após conquistar o selo de Indicação Geográfica.

65 visualizações
Feito por mulheres de Pontal, couro de peixe chega à São Paulo Fashion Week

O artesanato sustentável do litoral paranaense vai marcar presença na 61ª edição da São Paulo Fashion Week, um dos maiores eventos de moda da América Latina. O material, confeccionado por moradoras da região, será exibido no espaço institucional do Sebrae para representar o estado.

Destaque na moda nacional e internacional

O evento de moda está programado para ocorrer entre os dias 13 e 18 de outubro de 2026, na capital paulista. Essa inserção no calendário oficial coloca a produção local em evidência nacional.

A conquista do espaço ocorre logo após o item receber o registro de Indicação Geográfica, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial, certificação que atesta a origem e a exclusividade do método de fabricação.

Sustentabilidade e valorização cultural

As atividades são coordenadas pela Associação Couro de Peixe de Pontal do Paraná, entidade que reaproveita descartes da pesca para confeccionar bolsas, acessórios, bijuterias, além de artigos voltados para calçados e decoração de móveis.

“É um produto que vai do Paraná para São Paulo e, certamente, para o mundo. Ver um produto paranaense chegar a uma feira internacionalmente reconhecida é uma satisfação e o sentimento de estarmos no caminho certo”, afirmou a consultora do Sebrae/PR, Maria Isabel Guimarães.

O prefeito Rudisney Gimenes Filho, conhecido como Rudão, destacou que a vitrine ajuda a projetar a cultura caiçara para além das fronteiras estaduais.

“Levar o couro de peixe de Pontal do Paraná para o São Paulo Fashion Week é um reconhecimento muito importante para o nosso projeto em Pontal. É a nossa cultura caiçara ganhando espaço em um dos maiores eventos de moda do mundo”, afirmou.

História e impacto socioeconômico

As origens da iniciativa remetem a 18 anos atrás, quando a Universidade Estadual do Paraná iniciou uma capacitação voltada aos artesãos locais, sob a coordenação da professora Kátia Kalko Schwarz.

O reaproveitamento das peles evitou o descarte inadequado de resíduos, transformando o material em artigos comercializados inclusive em nações europeias, a exemplo de Alemanha, França e Portugal.

O procedimento envolve etapas rigorosas de higienização, remoção de resíduos de carne e gordura, seguidas pelo curtimento que resulta em um tecido maleável, inodoro e de alta durabilidade.

Mais em Litoral

Ver tudo →