O senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, reagiu nesta sexta-feira (18.set.2026) a acusações feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) envolvendo o Rio de Janeiro. Durante entrevista ao portal Metrópoles, o parlamentar negou qualquer proximidade com grupos paramilitares e criticou duramente o chefe do Executivo federal.
A polêmica começou na Rádio Tupi As declarações que motivaram a resposta ocorreram durante uma entrevista concedida por Lula à Rádio Tupi, na capital fluminense. Na ocasião, o petista afirmou que há um postulante ao Palácio do Planalto associado a milicianos e citou nominalmente membros da família Bolsonaro.
“E você sabe que aqui, eu vou lhe dizer uma coisa que eu nem ia dizer, mas você sabe que tem um candidato a presidente que é ligado aos milicianos aqui do Rio de Janeiro. E na hora que você começa a analisar a situação do Rio de Janeiro, você vai perceber que tem muita gente da família Bolsonaro metido com a milícia nesse país”, afirmou Lula.
Proposta de segurança pública Em sua defesa, o representante do Partido Liberal rechaçou os vínculos e detalhou que pretende tratar facções criminosas com maior rigor em uma eventual gestão presidencial, equiparando-as a ameaças internacionais.
“Vou declarar PCC, Comando Vermelho e milícias como grupos ‘terroristas’. Lula está gagá”, disse Flávio.
Inspiração internacional A ideia defendida pelo candidato brasileiro alinha-se a medidas adotadas recentemente pelo governo dos Estados Unidos. Em junho, a gestão do republicano Donald Trump inseriu o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) em listas oficiais de organizações terroristas estrangeiras.
O tom adotado pelo candidato também tem sido frequente em seus discursos de campanha pelo estado fluminense. Em evento público realizado em Nova Iguaçu no dia 21 de agosto, ele enviou um recado direto aos criminosos.
“Metam o pé até o final do ano, enquanto vocês têm um presidente da República que passa a mão na cabeça de vocês, porque, a partir do ano que vem, ou vocês serão presos, ou vocês serão neutralizados pelas nossas polícias”, disse Flávio em comício em Nova Iguaçu (RJ), em 21 de agosto.








