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Debate entre vices no Paraná destaca educação e saúde, mas carece de presença

Candidatos criticam a ausência de Edson Vasconcelos e abordam temas cruciais.

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Debate dos vices no Paraná tem críticas a ausentes e foco na educação, inovação e saúde

Na manhã desta quinta-feira (10), a Jovem Pan News promoveu um debate entre os candidatos a vice-governador do Paraná, Michele Caputo (SD) e Rafael Greca (MDB). O encontro teve como tema central questões fundamentais como educação, inovação e saúde, porém, a ausência de Edson Vasconcelos (PL), vice na chapa do senador Sergio Moro (PL), gerou críticas entre os participantes.

Críticas à ausência de Edson Vasconcelos

A falta de Vasconcelos foi um ponto amplamente discutido, com ambos os candidatos expressando suas opiniões sobre a importância do debate democrático. Greca enfatizou que a participação nos debates é essencial para que a população conheça as propostas dos candidatos. “Essa ideia de que já se ganhou ou não precisa se apresentar é preocupante. O Paraná merece saber o que os candidatos têm a oferecer”, afirmou.

Caputo, por sua vez, lamentou a postura de Vasconcelos e Moro, ressaltando que é inaceitável tentar vencer por W.O. “Espero que eles mudem essa postura e compareçam aos próximos debates, pois nós estamos aqui apresentando nossas propostas”, declarou.

Propostas para educação, saúde e inovação

Os candidatos também abordaram iniciativas importantes para o estado, discutindo propostas para setores como a educação e a saúde. Durante o debate, ambos se mostraram contrários ao modelo de escolas cívico-militares implementado na gestão de Ratinho Junior (PSD).

Caputo defendeu a revogação desse projeto, argumentando que a administração das escolas deve ser feita apenas por profissionais da educação. “Esse modelo não trouxe benefícios ao processo pedagógico. A gestão deve ser feita de dentro para fora, com a participação dos educadores”, enfatizou.

Greca, por sua vez, acredita que a escolha das escolas deve ser uma prerrogativa das famílias. “Cada família deve ter o direito de decidir onde matricular seus filhos, e a experiência das escolas cívico-militares pode ser positiva para muitos”, comentou.

Inovação e privatização da Celepar

O debate também incluiu propostas para impulsionar a inovação no Paraná, como o apoio a combustíveis sustentáveis e a modernização das frotas públicas. No entanto, a privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) gerou discordâncias.

Caputo manifestou preocupação com a privatização, citando questões jurídicas que cercam o processo. “A Celepar lida com dados sensíveis, e transferir essa responsabilidade para um fundo pode ser arriscado”, alertou. Em contrapartida, Greca defendeu a privatização, ressaltando que a Lei Geral de Proteção de Dados garante a segurança das informações.

Saúde e os desafios enfrentados

Com experiência como secretário de Saúde, Caputo criticou a atual gestão de Ratinho Junior, afirmando que muitas questões na saúde retrocederam. Ele destacou que, durante seu mandato, conseguiu zerar a fila por doações de córnea, um desafio que hoje ainda persiste.

Greca, por outro lado, argumentou que a pandemia impactou os investimentos na saúde, mas ressaltou que o Paraná tem avançado no setor. “O Paraná tem apresentado melhorias no SUS, com um aumento significativo no número de cirurgias realizadas desde 2022”, concluiu, citando um investimento de R$ 1,4 bilhões.

O debate expôs a importância da participação ativa dos candidatos nas discussões, especialmente em um momento de grandes desafios para o estado, reforçando que a presença e o diálogo são cruciais para a construção de uma democracia saudável.

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