Flávio Bolsonaro, candidato à presidência, solicitou à ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), que se posicione a favor da abertura de uma investigação formal contra o ministro Alexandre de Moraes. A declaração ocorreu durante uma transmissão ao vivo no Instagram com seus apoiadores, no último domingo (6.set.2026). A votação da ministra é crucial, já que o STF está com o placar dividido sobre as mensagens reveladas pela Polícia Federal entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
A pressão sobre Cármen Lúcia
Bolsonaro expressou sua insatisfação com a atual situação do STF, afirmando que “o Brasil não pode passar essa vergonha”. Ele enfatizou a expectativa de que a ministra vote para que Moraes seja formalmente investigado, ressaltando um sentimento de descontentamento com a corte no país. O candidato questionou a posição de Cármen Lúcia, lembrando seu histórico de defesa da democracia e da liberdade.
Divisão no STF e possíveis desdobramentos
Atualmente, quatro ministros já se manifestaram a favor da investigação: Edson Fachin, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Por outro lado, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin estão contrários à apuração. Os ministros Moraes e Dias Toffoli devem se declarar suspeitos no processo. Caso Cármen Lúcia vote contra a investigação, o resultado pode culminar em um empate, o que favorecerá Moraes, livrando-o da apuração.
Entenda o contexto da investigação
As declarações de Flávio Bolsonaro surgem após a divulgação de mensagens entre Vorcaro e Moraes, onde o empresário questionava o andamento das investigações e mencionava a possibilidade de deixar o país antes de sua prisão, que ocorreu em novembro de 2025. O ministro André Mendonça pediu uma sessão do plenário para discutir a investigação de Moraes, sendo que um relatório sobre o caso deve ser entregue nos próximos dias.
Próximos passos no STF
Após a entrega do relatório, Fachin deverá pautar a discussão, e a expectativa é que a sessão ocorra na próxima semana. Além disso, o presidente do STF, Fachin, pretende que a sessão seja aberta e transmitida ao vivo pela TV Justiça, visando garantir transparência ao processo.
A situação no STF reflete a crescente tensão política no Brasil e os desafios enfrentados pelo sistema judiciário em meio a uma atmosfera de desconfiança e divisões. A decisão de Cármen Lúcia poderá ter um impacto significativo não apenas na investigação de Moraes, mas também na percepção pública sobre a integridade da Suprema Corte.








