Trump implementa medidas para apoiar pecuaristas e reduzir preços da carne Decretos de Trump visam combater alta nos preços da carne e apoiar pecuaristas. Na última sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou duas importantes ações voltadas para o setor pecuário, com o intuito de controlar os preços elevados da carne bovina e revitalizar o rebanho nacional. As medidas também buscam fomentar a concorrência na indústria de processamento.
Medidas abrangentes para o setor pecuário
Os decretos assinados por Trump incluem uma série de iniciativas, como a revisão do status de proteção de predadores, incluindo o lobo-cinzento. Além disso, o pacote prevê financiamento para pequenos e médios frigoríficos regionais, com o objetivo de descentralizar a indústria, atualmente dominada por poucas grandes empresas. Essa estratégia inclui um investimento de US$ 500 milhões no programa SPUR, destinado a apoiar frigoríficos menores, e US$ 80 milhões para subsidiar inspeções e custos operacionais desses estabelecimentos.
Impactos das condições climáticas no rebanho
O rebanho bovino nos EUA está enfrentando uma crise, tendo atingido o menor nível em 75 anos devido a secas prolongadas e incêndios florestais. Essa escassez de gado tem resultado em preços recordes da carne nas prateleiras dos supermercados, gerando preocupações entre os consumidores e produtores. Uma das principais reivindicações dos pecuaristas é a proteção contra ataques de animais selvagens. Para isso, o Departamento do Interior irá analisar a possibilidade de reclassificar o lobo-cinzento e o lobo-mexicano, facilitando o processo de autorização para o abate desses predadores e aumentando as compensações para os pecuaristas que perderem animais.
Transparência na origem da carne
Além das medidas de proteção e financiamento, o governo americano também está focado em aumentar a transparência para os consumidores. O Departamento de Agricultura dos EUA revisará as regras de rotulagem para garantir que a origem da carne seja mais claramente indicada. Atualmente, a rotulagem como “produto dos EUA” é opcional e se aplica apenas a animais nascidos, criados e abatidos no país. Essas ações visam mitigar a insatisfação crescente entre os produtores, especialmente após a recente decisão do governo de aumentar temporariamente em 300 mil toneladas a cota de importação de carne bovina com tarifas reduzidas. Essa medida, embora voltada a combater a inflação, gerou preocupações sobre a desvalorização do gado nacional e possíveis desincentivos a novos investimentos no setor.








