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Ex-banqueiro denuncia doações a Bolsonaro e Tarcísio como propina

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Vorcaro afirma que doação a Bolsonaro e Tarcísio era propina articulada por Kassab

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro fez uma grave acusação ao afirmar que os R$ 5 milhões doados às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em 2022 eram, na verdade, uma forma de propina combinada com o político Gilberto Kassab, presidente do PSD. Essa declaração foi parte de uma proposta de delação premiada que foi rejeitada tanto pela Polícia Federal quanto pelo Ministério Público.

Detalhes da Acusação

De acordo com Vorcaro, as doações foram descritas como “contrapartidas financeiras” em um acordo impróprio com Kassab. O ex-banqueiro alega que os pagamentos visavam garantir a operação do Credcesta, um cartão de crédito consignado vinculado a uma rede de empresas ligadas ao Master. O esquema teria sido iniciado durante a gestão de João Doria e buscava manter sua continuidade com a ascensão de Tarcísio ao governo de São Paulo em janeiro de 2023.

Os Envolvidos e as Reações

Tarcísio de Freitas, que se tornou governador de São Paulo após receber R$ 3 milhões, negou qualquer relação com Vorcaro e disse não ter conhecimento sobre os fatos mencionados. Gilberto Kassab, por sua vez, classificou as alegações de Vorcaro como “absolutamente fantasiosas” e negou qualquer envolvimento em transações ilegais. Jair Bolsonaro não se manifestou até o fechamento desta matéria.

Como Funcionava o Esquema

Vorcaro explicou que o acordo com Kassab previa um pagamento de 5% sobre o lucro líquido das operações do Credcesta e doações para campanhas de aliados. Inicialmente, as doações seriam feitas em dinheiro, mas diante de exigências políticas, foram convertidas em doações oficiais. As transferências foram supostamente intermediadas por Thiago Botelho, que também foi citado nas alegações.

Implicações Legais e Futuras Colaborações

Atualmente, Vorcaro está detido desde março e tem tentado estabelecer um novo acordo de delação após duas propostas anteriores serem rejeitadas. A possibilidade de uma nova colaboração foi reavivada com a mudança na equipe de defesa, que agora conta com o advogado Daniel Bialski, que afirmou que Vorcaro deseja cooperar com as autoridades.

A delação premiada é uma ferramenta legal que visa a obtenção de provas, mas o ministro André Mendonça alertou que não se pode manter prisões apenas para forçar colaborações. As alegações de Vorcaro ainda devem ser investigadas a fundo, visto que necessitam de corroboramento para que possam resultar em condenações.

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