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Ex-ministros do STF pedem ação urgente de Fachin diante da crise

Cerca de 13 ex-integrantes da corte exigem apuração rigorosa sobre fatos que abalam a confiança no Judiciário.

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Ex-ministros do STF cobram Fachin por “mais aguda crise” no Judiciário

A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) ganha novos contornos com a pressão de ex-ministros que solicitam uma resposta urgente do atual presidente da corte, Edson Fachin. Em uma nota divulgada na noite desta segunda-feira (7), eles classificam a situação como a “mais aguda crise” enfrentada pelo Judiciário brasileiro.

A solicitação de uma sessão pública

Os ex-ministros pedem a realização de uma sessão pública para que o plenário do STF determine uma “imediata e rigorosa apuração” de fatos graves que têm comprometido a credibilidade e autoridade do tribunal. O objetivo é restaurar a confiança da população e preservar a estabilidade das instituições democráticas.

O foco nas revelações sobre Alexandre de Moraes

Embora o documento não mencione diretamente o ministro Alexandre de Moraes, ele se encontra no centro da polêmica devido à divulgação de diálogos com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. As revelações sobre um pagamento de R$ 80 milhões ao escritório da esposa de Moraes e a edição do contrato pelo próprio ministro aumentaram a pressão sobre a corte.

Desdobramentos nas investigações

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça retirar o sigilo do relatório da Polícia Federal, revelando as conversas entre Moraes e Vorcaro. Como resposta, Moraes solicitou que Mendonça fosse investigado por abuso de autoridade e outros crimes relacionados. Na última sexta-feira (4), Fachin decidiu retirar o pedido de investigação de Moraes contra Mendonça do inquérito das fake news, evidenciando a divisão entre os ministros do STF.

O apoio dos ex-ministros

A carta de cobrança é assinada por 13 ex-ministros, incluindo Celso de Mello e Rosa Weber, que já foram colegas de Moraes. Eles expressam confiança na capacidade de Fachin para lidar com a situação e esperam que a sessão pública seja marcada com a máxima urgência.

A resposta do presidente do STF sobre os pedidos dos ex-ministros ainda é incerta, mas a pressão aumenta à medida que a crise no Judiciário se aprofunda, colocando em risco a confiança pública nas instituições.

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