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Eleições nos EUA abalam big techs e derrubam o Nasdaq

Semana também teve decisão judicial contra a Meta no Brasil, vazamento no FGC e aprovação inédita do Wegovy em comprimido pela Anvisa.

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Resumo da semana: setor tech ainda assimila eleições nos EUA

Os desdobramentos das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos provocaram um forte abalo na indústria de tecnologia. O avanço de pautas regulatórias e a mudança de forças no poder público norte-americano colocaram em xeque a velocidade de expansão da infraestrutura voltada para a inteligência artificial, gerando reflexos imediatos nos mercados globais.

Pressão política sobre data centers e reação em Wall Street

A recente vitória do Partido Democrata, assumindo o controle da Câmara, do Senado e de governos estaduais estratégicos como Texas, Geórgia e Ohio, deve erguer novas barreiras regulatórias para a instalação de data centers. Essa infraestrutura, indispensável para sustentar o avanço da inteligência artificial, vinha crescendo em ritmo acelerado em solo norte-americano.

Embora uma eventual contenção computacional possa surpreendentemente beneficiar grandes corporações consolidadas e abrir oportunidades para outros mercados, como o Brasil, o pessimismo imediato tomou conta dos investidores. O índice Nasdaq 100 registrou uma perda expressiva de US$ 2,5 trilhões (aproximadamente R$ 13,7 trilhões) em valor de mercado, impulsionada por uma forte liquidação de ações do setor tech.

O quadro revela uma transformação profunda na relação entre o Vale do Silício e a política desde 2022. Naquele ano, ferramentas populares de IA ainda não haviam chegado ao público massivo e empresas como a Anthropic estavam no início de suas trajetórias, ao passo que hoje o segmento se encontra amplamente inserido nas discussões de governo.

Segurança de dados e direitos autorais no Brasil

No cenário nacional, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que a Meta cesse a captação e o uso de conteúdos jornalísticos sem prévia autorização. A medida atende a uma demanda conjunta da Associação Nacional de Jornais (ANJ), da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e da Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER).

Na área financeira, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) confirmou a ocorrência de um incidente de segurança cibernética. Houve vazamento de informações cadastrais de clientes, tais como nomes, CPFs, datas de nascimento e endereços de e-mail. A entidade ressaltou que os titulares atingidos foram notificados diretamente, embora o volume total de expostos não tenha sido divulgado.

Novidades em saúde, clima, exploração espacial e mobilidade

O setor farmacêutico registrou um marco com a aprovação, pela Anvisa, da versão em comprimido do Wegovy. Desenvolvido pela Novo Nordisk, o medicamento é o primeiro agonista do receptor GLP-1 de uso oral autorizado para o tratamento da obesidade no país.

No monitoramento ambiental e espacial, dois fatos chamaram a atenção:

  • Aquecimento recorde no Pacífico: Medições do Inmet apontaram que o fenômeno El Niño segue em intensificação severa, registrando águas 2,4°C mais quentes que a média histórica na região central e anomalias de até 3,5°C mais a leste, próximo à América do Sul.
  • Fim da missão Swift: O satélite de observação espacial da NASA encerrou seu ciclo de 22 anos ao reentrar de maneira descontrolada na atmosfera, após tentativas anteriores de resgate sem sucesso.

Por fim, na indústria automobilística, a Tesla indicou que vai diminuir o ritmo de fabricação do Cybertruck no Texas por volta de meados de 2027, concentrando suas linhas produtivas no desenvolvimento do Cybercab, seu projeto de táxi autônomo. Simultaneamente, o mercado de veículos elétricos atingiu um novo patamar de desempenho com a BYD: o superesportivo Yangwang U9 Xtreme cravou a marca histórica de 503,17 km/h, estabelecendo um recorde global para modelos de produção em série.

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