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Ilhas de origem vulcânica, tartarugas marinhas e o único atol do Atlântico Sul formam o Patrimônio Mundial brasileiro que fica no meio do oceano desde 2001

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Ilhas de origem vulcânica, tartarugas marinhas e o único atol do Atlântico Sul formam o Patrimônio Mundial brasileiro que fica no meio do oceano desde 2001

Fernando de Noronha aparece no topo da lista de quem gosta de mergulho, praia vazia e natureza preservada. O arquipélago pernambucano fica a 545 km do Recife. Junto com o Atol das Rocas, ele forma desde 2001 um Patrimônio Mundial natural reconhecido pela Unesco. No meio do Atlântico, o visitante divide o cenário com golfinhos, tartarugas marinhas e aves.

Por que a Unesco reconheceu esse pedaço do Atlântico?

A Unesco incluiu o conjunto na lista do Patrimônio Mundial em 2001 com o nome de Ilhas Atlânticas Brasileiras. O sítio junta o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e a Reserva Biológica do Atol das Rocas, que ficam a cerca de 148 km um do outro. Na avaliação, essas ilhas oceânicas aparecem como as áreas de reprodução mais importantes do mar brasileiro, tanto pelo número de espécies quanto pelo tamanho das populações.

Um arquipélago vulcânico para explorar a pé e de máscara

O arquipélago de Fernando de Noronha tem 21 ilhas, ilhotas e rochedos, todos de origem vulcânica, que somam cerca de 26 km². A ilha principal tem uns 17 km², e dá para atravessá-la de buggy em poucos minutos. Desde 1988, a maior parte do território é parque nacional marinho, administrado pelo ICMBio.

É dessa rocha vulcânica que vêm as falésias, as piscinas naturais e a água transparente que chama a atenção já no pouso. Na hora de montar o roteiro, alguns pontos não podem faltar:

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  • Baía do Sancho, eleita pelos usuários do TripAdvisor a melhor praia do mundo, com acesso por uma escada presa na rocha.
  • Baía dos Golfinhos, um mirante onde os golfinhos-rotadores aparecem quase todas as manhãs.
  • Morro Dois Irmãos, o cartão-postal mais fotografado, visto da Praia da Cacimba do Padre.
  • Praia do Leão, onde as tartarugas marinhas desovam durante a temporada.

O que faz do Atol das Rocas um lugar único?

O Atol das Rocas é o único atol do Atlântico Sul e fica a cerca de 267 km de Natal, no Rio Grande do Norte. Criado em 1979 como a primeira reserva biológica marinha do Brasil, o local não recebe turistas, só pesquisadores. As duas ilhas sobem poucos metros acima da maré alta. Em volta delas, um anel de recifes forma piscinas naturais quando a maré baixa.

Tartarugas marinhas, golfinhos e aves em pleno oceano

As águas em volta das duas reservas são área de alimentação para tartarugas, tubarões e cetáceos. A tartaruga-verde usa as areias das ilhas oceânicas para desovar. Na época em que os filhotes nascem, muitos turistas programam a viagem para acompanhar de perto o trabalho de conservação.

As aves também chamam a atenção, e um binóculo na mochila faz diferença nas trilhas. Entre os registros mais comuns estão:

  • Onze espécies de aves marinhas que se reproduzem em Fernando de Noronha.
  • Cinco espécies que fazem ninho no Atol das Rocas, longe de qualquer presença humana.
  • Atobás e viuvinhas pousados nos mirantes e nos paredões do parque.
  • Fragatas planando sobre os rochedos no fim da tarde.

Como planejar a visita a um santuário marinho

Para conhecer Fernando de Noronha, é preciso se organizar com antecedência. A maioria dos voos sai do Recife, e todo visitante paga a Taxa de Preservação Ambiental, cobrada por dia de estadia, além do ingresso do parque nacional. Valores e regras mudam, por isso vale conferir as condições atualizadas nos canais oficiais do ICMBio. Algumas praias e trilhas têm limite diário de pessoas e exigem agendamento.

Essas regras ajudam a manter o título dado pela Unesco e a proteger ilhas oceânicas cujos recifes e colônias de aves demoram muito para se recuperar de qualquer dano. Manter distância dos golfinhos, não pisar nos corais e seguir os guias garante que o mergulho, as trilhas e a desova das tartarugas continuem fazendo parte de quem visita o arquipélago.

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