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Portos do Paraná promove ação de conscientização contra exploração sexual de crianças e adolescentes

Mobilização reuniu empresas e trabalhadores da comunidade portuária para divulgar informações e canais de denúncia

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A Portos do Paraná sediou nesta quinta-feira (5) uma ação de conscientização e combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, em apoio à Childhood Brasil. A mobilização ocorreu na entrada do Palácio Dom Pedro II, em Paranaguá, com orientações presenciais e distribuição de materiais informativos.

A atividade foi organizada pelo SEST SENAT, Cargill, Portos do Paraná e EPR Litoral Pioneiro, integrantes da Coalizão Paranaguá, iniciativa que reúne empresas e entidades comprometidas com o enfrentamento desse tipo de violência.

A ação começou às 7h e foi direcionada aos trabalhadores da comunidade portuária, incluindo profissionais autônomos, avulsos, portuários e prestadores de serviços. A proposta foi ampliar o alcance das campanhas de conscientização, que normalmente são realizadas no Pátio de Triagem e voltadas aos caminhoneiros.

Segundo Felipe Zacharias, assessor especialista da Diretoria de Meio Ambiente da Portos do Paraná, também é importante levar as informações aos demais profissionais que atuam na região portuária.

“Normalmente essas ações conjuntas são feitas no Pátio de Triagem, para levar as informações aos motoristas. Mas também é importante trazer essas informações à comunidade portuária e aos trabalhadores no contexto geral”, explicou.

A psicóloga do SEST SENAT, Lidiane Costa, destacou a importância de orientar os trabalhadores sobre a identificação de situações de violência.

“Hoje estamos abordando todos os trabalhadores, fazendo essa importante conscientização. É de extrema importância explicar que a exploração sexual de uma criança é um crime”, destacou.

A mobilização também buscou divulgar os canais de denúncia e incentivar os participantes a compartilhar as informações. A assistente administrativa da Cargill, Suelen Ferreira da Silva, ressaltou que a iniciativa faz parte do Programa Na Mão Certa.

A ação contou ainda com a participação de trabalhadores e prestadores de serviços, que reforçaram a importância da informação e do envolvimento da comunidade na proteção de crianças e adolescentes.

Como denunciar

Durante a atividade, foram divulgados canais para comunicar situações de violência ou violação de direitos:

  • Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes. A ligação é gratuita e pode ser anônima.
  • 190: Polícia Militar, para situações que exigem atendimento policial imediato.
  • 191: Polícia Rodoviária Federal, para ocorrências em rodovias.
  • SaferNet: recebe denúncias de conteúdos e situações de violência contra crianças e adolescentes na internet, pelo site denuncie.org.br.

Segundo o Atlas da Violência 2025, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 115 mil crianças e adolescentes são vítimas de algum tipo de violência sexual, física ou psicológica por ano.

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