O Nubank realizou demissões na última terça-feira (03/11) afetando pouco mais de 30 colaboradores que integravam o time encarregado de apurar queixas de crimes financeiros. Os desligamentos ocorrem em decorrência de uma reestruturação interna impulsionada pela implementação de tecnologias de automação.
Impacto da automação na equipe antifraude
Relatos apontam que a introdução de ferramentas de inteligência artificial diminuiu em 80% o volume pendente de reclamações ao longo do último semestre. Os profissionais dispensados integravam o setor conhecido internamente como investigations, vinculado à área de operações contra fraude da instituição financeira.
O papel da tecnologia nas investigações
O grupo era responsável por examinar contas suspeitas de envolvimento em ilícitos, incluindo as chamadas contas laranjas empregadas por criminosos para movimentar valores e dificultar investigações policiais.
As soluções tecnológicas foram implantadas há aproximadamente seis meses para examinar ocorrências mais simples. Nesses casos, os colaboradores atuavam revisando os pareceres gerados pelos sistemas, identificando eventuais falhas e alimentando os modelos de linguagem com correções para aprimorar a precisão. Com o ganho de eficiência operacional, a fila de demandas despencou expressivamente.
Pacote de benefícios e posicionamento do banco
Os colaboradores atingidos foram desligados sem justa causa sob a justificativa de reorganização administrativa e queda no volume de trabalho. Como parte do processo, a fintech informou que os profissionais receberão indenizações financeiras, salários extras e a manutenção temporária da assistência médica.
Antes dos cortes recentes, cerca de 40 integrantes da mesma equipe já haviam sido realocados para outras funções dentro da empresa. Os analistas que permaneceram no setor continuarão focados no combate a ilícitos, direcionando esforços para as ocorrências de maior complexidade.
Até o momento, a instituição financeira não sinalizou novos desligamentos decorrentes desse processo de reestruturação organizacional. Em julho, a diretora do Centro de Excelência em Design, Ellen Kiss, afirmou ao Tecnoblog que a empresa não deixaria de contratar por causa da IA.








